Eu sou aquele que fala
quando ouço não sou
Outro que você mesmo é
Euu - Energia Unificada Ungida
Eu sou e não sou
enquanto estou
numa perspectiva de ação
do Todo devir contemplação
No regozijo desinteressado do Belo,
Eu sou aquele que fala
quando ouço não sou
Outro que você mesmo é
Euu - Energia Unificada Ungida
Eu sou e não sou
enquanto estou
numa perspectiva de ação
do Todo devir contemplação
No regozijo desinteressado do Belo,
A saudade transborda de meu peito e torna praia teu deserto, como onda me aproximo e da espuma de nosso encontro emerge a beleza da vida, cuja potência se encontra no entre, nesta travessia que empreendemos rumo ao encontro de nós mesmos.
Na instância de nós dois,
Raios, trovões, ventanias, tudo passa e resplandesce em vitoriosa calmaria, conquista do vitorioso sobre si mesmo, cujo horizonte se abre para voar leve rumo ao infinito, nos braços do Ser amado.
Na passagem do sublime ao belo,

A natureza me convida à admiração, as artes, ao Belo.
O humano não, este me desperta à atenção; eis o Sublime de minha motivação: realizar o Belo cotidiano através do Amor, não me furtar ao destino, antes conferí-lo sentido, obrar - a existência prima por isto.
No esculpir de seu caminho,
A beleza externa,
ó tentação,
ofusca e enebria,
ilude o coração.
Tateia cego
em meio às projeções;
excita-se com as formas e perde-se em meio ao ego.
Enreda-se, enrosca-se nos véus das ilusões.
Preso, não chega à beleza interior
agoniza diante da impermanência exterior.
Iludido, liberta-se para em nova bela armadilha cair,
ignora os padrões que tende a repetir.
A beleza é o belo
e também a simpatia
acima de tudo valores que geram harmonia.
Do exterior ao interior, o Amor é elo.
A beleza é assim na Terra como no Céu,
eis um segredo que dissipa o véu:
resistir às chamas das paixões
liberta-nos a viver o Amor livre das ilusões.
Canalizar o impulso,
ordenar a direção,
garante o destino
do Amor à paz e união.
No secreto da beleza, segredo da juventude e do bem,