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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Do Amor à rede: o fecundo poder da limitação na criação

Tal qual a beleza - Afrodite - nasce da castração de Urano (o Céu) por Saturno (Chronos, o Tempo), também nossas criações nascem sob a égide da castração do que é possível realizar: quando não relacionado à recursos, sempre ao prazo de finalização.

O que mais escapa dessa equação é o relacionamento que - eterno enquanto dura - pode transcender até a morte o nascimento, perpassando vidas através de seus portões.

Nas relações o maior limitador não chega a ser o Tempo - a percepção deste é que nos angustia -, mas sim o ego humano e suas idiossincrasias; todavia para se atuar em parceria (duas pessoas) e se estabelecer uma rede (três ou mais pessoas) é preciso incluir não apenas o potencial dos envolvidos, mas principalmente suas limitações e as de seu entorno: antes de frustrar, as limitações servirão de canalizadoras para se conduzir a relação e os projetos rumo ao êxito.

No canal do Amor, margeado equanimemente por compaixão e regozijo,

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Non-ego - A Onda do Amor

A Onda do Amor se erige em meio ao oceano de sofrimento e explode nas rochas do ego. Da beleza de sua espuma que banha e adorna tenramente cada grão de areia, reluz a essência do Amor, divindade viva presente em cada um de nós, Afrodites, Marias e Josés.

O antídoto contra ego forte não é ego fraco; é non-ego.

A Onda não pode competir de igual para igual com a rocha; deve transcender a matéria, cooperar com o destino, realizar-se. Não é uma questão de intensidade e sim de natureza.

Quando ego forte é combatido por ego fraco o resultado é autocracia. E como seria este embate entre ego forte x ego fraco?

Ainda dualista, refém da imposição e da subjugação; fascismo; combate-se o individual com o coletivo ou ainda o coletivo com o individual - fato é que se permanece na eterna luta entre senhor e escravo; eu e outro.

A Onda deve ser conjugar o nós a partir do non-ego e realizar assim a essência do Amor.

Na maré da vida,