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sábado, 16 de abril de 2011

Liebe in der Höhe

In der Höhe sollst du leben, dreimal hoch;
lebe hoch, lebe hoch, lebe hoch, lebe dein Leben dreimal hoch!

Mit den Füssen nachhaltig auf Erden, mit deinen Flügel gezielt im Himmel und mit deinem Herzen liebevoll in all deinen Taten.

So, wie es sein muss,

Homenagem ao meu querido Opa, que completaria hoje 98 anos.

Do jeito que tem que ser. É necessário. ~:)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Amor - conquista extraordinária

O Amor é uma conquista extraordinária que eleva o cotidiano ordinário ao sublime.

É, portanto, parte ordinário, parte sublime, é o extra que faz nossos pulmões, olhos e veias suspirarem, nossa pele transpirar, nossa mente sonhar e nosso corpo realizar. Une a idéia, a teoria, a necessidade e o desejo à ação, prática, resultado e sustentação.

É o elemento de ligação do físico e do metafísico e a união em si. É o sistema de dois pólos que são na verdade unos e o mesmo sistema. Reconhece e respeita as diferenças e a unidade natural.

É a busca pela paz, harmonia e superação e é a paz, harmonia e superação em si.

Amor é a coisa-em-si. É a plenitude e independência de cada parte, é a integridade e multiplicidade do Todo.

É vida em seu nascimento e sua morte; é verdade em sua tese em sua antítese; é Deus em seu princípio - vacuidade e nada - e seu fim - plenitude fenomênica e o Todo.

Inspirado pela missa encomendada pelos 96 anos de meu saudoso Opa, avô que tanto me ensinou que Amor é verdade, vida, liberdade.


Na conquista extraordinária que é a liberdade do Amor,

sábado, 24 de janeiro de 2009

Uma alegria para sempre

As coisas que não conseguem ser olvidadas
continuam acontecendo.

Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre
onde as datas não datam.

Só no mundo do nunca existem lápides...
Que importa se - depois de tudo - tenha "ela" partido
ou que quer que te haja feito, em suma?

Tiveste uma parte da sua vida que foi só tua e, esta,
ela jamais a poderá passar de ti para ninguém.

Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte de tua vida presente
e não do teu passado.

E abrem-se no teu sorriso mesmo quando,
deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.

Ah, nem queiras saber o quanto deves à ingrata
criatura...

'A thing of beauty is a joy for ever'
-disse, há cento e muitos anos,
um poeta inglês que não conseguiu morrer.

Mario Quintana - Uma alegria para sempre

E não é isto o Amor? Uma alegria para sempre que me foi enviado pela irmã no dharma Tati, enquanto lhe mostrava fotos de meu querido Opa.

Na Alegria para Sempre,

sábado, 3 de janeiro de 2009

Amor expandindo a brevidade da vida

O amor é uma viagem, pois tem começo, meio e fim, como toda vida, uma jornada terrestre entre o nascer e o morrer.

Mas o Amor é também um passeio: contemplar e reconhecer a eternidade de cada momento, fazendo a vida ser vivida e escrita em V maiúsculo, transcendendo nascimento e morte e alcançando a compreensão do verdadeiro ciclo; tal qual a água que evapora dos rios, lagos e oceanos para depois precipitar-se como chuva, ser drenada e reiniciar todo o ciclo novamente; tal qual a larva está para a borboleta.

Amor com A maiúsculo, Vida com V maiúsculo.

E é neste espírito de início do ano gregoriano de 2009 e final do ano tibetano de 2135 que o pensamento do filósofo Sêneca - nascido na Espanha romana do século I, tutor de Nero e que tanto li quando meu Opa ainda se encontrava na CTI - eclode pedindo passagem, como um contrapeso crítico à euforia desmedida que deságua em carnaval de maneira não-crítica.

Afinal, vale sempre lembrar "Sobre a brevidade da vida" - não obstante obra de Sêneca - até para darmos valor e eternizarmos cada momento.

Portanto, inspirado na leitura da obra supra-citada, parafrasiei algumas máximas aplicando-as ao tema do blog: Amor.

Espero que lhe inspire para aproveitar cada momento de 2009 como se fosse o último dentro do paradoxo da eternidade inerente a cada momento, afinal, isto é o Amor: gostar tanto que se deixa livre, pois se é um só. Aproveitem.

  • O amor ensina a agir, não a falar.

  • Amor é quando as palavras estão de acordo com a vida.

  • Não há amor sem virtude, nem virtude sem amor.

  • O Amor ordena a vida, regula a ação, mostra o que deve ser feito e o que deve ser evitado, está no leme e dirige o curso hesitante dos erram a esmo por não se entregarem a Ele, o Amor.

  • Amor, recurso libertador, forma a alma e serve de guia para a ação.

  • Amor ars vitae - amor arte da vida - artífice da vida.

  • Amor, mais que o conhecimento das coisas, é a aplicação à virtude e a prática do bem.

  • Amor é vida e vida é o espaço do bem e do mal. O fim da atividade amorosa - e, portanto, do ato de viver - é uma vida sábia - e vice-versa -, e é próprio do sábio realizar uma vida no bem.

  • Amor é instruir-se na filosofia por ações e enfrentar situações reais: é ver de que força de espírito é capaz um homem iniciado nele diante da morte, da dor, da aproximação de uma, da pressão da outra.

  • Amar é a busca pela virtude, a plena realização que independe das circunstâncias.

No Amor,

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Testamento amoroso

Quando eu morrer, só quero sorrisos.

As lágrimas, se escaparem, liberem-nas no jardim para que possam estimular as flores, beleza máxima da vida com sua forma e não-forma (cheiro). Como amo as flores.

Quando eu morrer, só quero poesia.

As lamentações não são justas com a dádiva da vida, essa oportunidade máxima de prática cotidiana e evolução espiritual de nossa mente-coração. Como amo a vida.

Quando eu morrer, só quero 'até logo'.

O 'adeus' torna o tempo ao reencontro demasiadamente longo e não há tempo e espaço entre os portões da vida - nascimento e morte - que tornam difícil a tarefa do Amor de reunir os que são afim. Como amo vocês.

Quando eu morrer, leve meu Amor à todos, sem exceção. Nada mais tenho senão o melhor de mim para d(o)ar. Como Amo.

Escrito no natal de 2008 sob inspiração da passagem de meu Opa, reflexões sobre minha própria morte e sensação de ressurreição. Que todos possam se beneficiar.

No Amor,

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Amor - continuum da mente-coração

"Se nós acreditamos que a mente é contínua, o nosso amor pelos outros torna-se contínuo.

Se nós reconhecemos esta continuidade, não confiamos em circunstâncias temporárias, tangíveis, ou não as levamos tão a sério.

Se nós acreditamos na continuidade da mente, então o amor nos conecta imperceptivelmente àqueles que nós amamos com uma energia positiva contínua, de modo que mesmo separações tangíveis entre pessoas que se amam, não reduzem o poder intangível do amor.

Ao acreditar na continuidade da mente, nós reconhecemos a continuidade de todas as circunstâncias, incluindo nossas experiências de amor, que não são apenas por um momento ou por uma vida."

Trinley Norbu Rinpoche

Publicado no Amor, em homenagem ao falecimento de meu Opa - avô alemão de 95 anos que tanto me ensinou, na prática, o amor, o respeito e a união, o agradecer a tudo e em cada detalhe.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sobre como lidar com a velhice e a morte

É necessário trabalhar a relação com os entes queridos mais velhos com amor e desapego

Eles partirão.

Por isso, não cultive nada além de um imenso amor e agradecimento por tudo que lhes foi possibilitado ser vivido.

Saboreie cada olhar, cada toque, cada palavra, cada gesto, cada troca.

É o que eu faço com meu 'Opa' ('vô' em alemão) toda vez que estou com ele.

Ao mesmo tempo, vou me preparando para a minha própria velhice e morte.

Com o tempo, virão outras variáveis, como os filhos, netos, ou não, apenas doenças e dores.

Mas é bom já ir se abrindo para o inevitável para encarar tudo com dignidade e assim transcender a dor, o sofrimento e ser soberano de sua existência.

Apenas o Amor pode realizar isto: esta abertura que a tudo conquista, inclusive a eternidade.

Uma qualidade tranquila de entendimento daquilo que tem que ser vivido e a força para que seja vivido da melhor maneira. É explorar o todo potencial dos limites impostos pelo Ser, esse é o amor que nos guia, que nos conduz para o além-morrer.

É Luz que nos esclarece que o contrário de morte não é vida, é nascimento. Esse é o amor, o ciclo do eterno viver.

No Amor,