O que seria a humanidade sem o desejo?
Seria Luz pura, pois quem deseja carece e quem carece não está completo - mas se contemplarmos o desejo no sentido de força e de impulso faz sentido a indagação: o desejo-impulso é necessário para o vingar primordial da vida, mas necessita de transmutação da conquista para a preservação para poder se estabelecer sem se auto-degenerar, consumir e boicotar.
O desejo se faz então necessário, mas trata-se do desejo orientado através da Ágape para alcançar algo superior, sendo que precisa ser por esta canalizado, abandonado ao se progredir no caminho e se aproximar da Philia que auxilia no desapego; desejo sem identificação, pois não há carência, apenas a perpetuação do pulso cíclico da ascese.
Portanto, o desejo tem naturalmente sua função e depende da natureza do objeto ao qual se liga e do objetivo da ligação para ser compreendido entre os impulsos que satisfazem mil e múltiplos instintos ou conquistam definitivamente o uno e destino, unidade em nós sem nós e amarras que nos prendem: desejo que flui, frui e nos possibilita usufruir do fluxo.
No Eros divino que habita nosso Ser, pleno e em preservação,
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
O desejo do Amor é o ciclo evolutivo da ascese
Laços do Amor:
ágape,
ascese,
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pleno potencial,
preservação
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
As três ações do Amor
Exercer a diferença, preservar a semelhança, Ser na essência.
No não-dualismo que converge e se supera,
No não-dualismo que converge e se supera,
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