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domingo, 15 de julho de 2012

Só o Amor (re)constrói um sentido

Interessante observar como a alma fica mais carente quando o corpo inspira mais cuidados; fragilizamo-nos por inteiro e encontramos assim a (nossa) inseparatibilidade fenomênica entre sujeito e objeto; consequentemente a possibilidade de superação através da organização supra-sensível de abordagem holística e integral, compreendendo e, portanto, transformando a enteléquia do Ser, reorganizando e realinhando os fragmentos e suas singularidades para conceber um novo Todo, mais forte e mais completo, já que "o que não me mata, me fortalece" e confere um novo sentido a mim, ao Todo e as relações.

Pensamentos e devaneios em meio a um trânsito de Netuno aspectando meu Saturno natal e uma "coincidente" crise de coluna que me mantém em 'prisão domiciliar' há mais de uma semana, repensando formas e estruturas (mesmo antes de saber se tratar deste trânsito).

Na boa cia. de Kant, Nietzsche, Arroyo, Gracian, Sêneca e Morimando.

Com carinho à minha mãe que tem lambido a cria com dó da dor que figurava em meu semblante e ao Petit Gateau, inseparável filho felino e companheiro.

No Amor, projeto do Todo, processo de juntar os cacos em um belo mosaico,

quarta-feira, 21 de março de 2012

O transcendental do Amor

Pai-Mãe,

Quando você morrer,
morre em mim o filho.
Acaba o espaço lúdico, o refúgio da criança,
e começa o tempo hos me, o tempo de espera - suspensão ao fim, "adultez" sem cura ou volta.

Menino, antes de dar adeus ao mundo,
quero ainda rir de montão,
estarmos juntos, trocar carinhos,
confidências, olhares, sorrisos.

Momentos inesquecíveis

Que farão minha velhice
- mais feliz
e minhas lembranças
- mais saudosas

Prefiro a dor de tê-las
e ter que delas desapegar
do que a dor de me apegar
à cobranças e lamentos.

Quero, ao morrer, dizer SIM! à minha vida.
Quero renascer livre e amante a todo momento.

E isto só poder ser feito com Amor, construído a cada instante e interação - confirmando-se e à potência.

Só o forte consegue dar sentido a si em meio ao vazio, exercendo a sabedoria da priorização, superando o nada através do Amor, escolhendo conscientemente os momentos a serem eternizados - diluídos ao final, como lágrimas na chuva.

Quero me entregar a este fluxo continuum com toda fé, ser Amor fati - fazer o que tem que ser feito, Amar fazer o que tem que ser feito, saber e escolher sorridentemente o que tem que ser feito.

No momento da ressurreição, nascimento da força transcendental do Amor,

domingo, 8 de maio de 2011

Amor maior



A todos as mães com carinho fraterno-universal - um clamor pela consciência da vida.

Homenagem especial à mãe Terra que nos cuida amorosamente há milhares de anos.

Não nos expulse de nossa casa - estou certo de que estamos aprendendo a lição.

#conscienciaplanetaria começa pela #mae

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eros, impulso do Amor para um novo mundo

Há momentos onde se está tão cheio de Amor para dar que se poderia fecundar um novo mundo: é a hora de se libertar o Eros que já não cabe em si.

Vai Amor, tão complexo e tão fácil, seguindo pela rede ao encontro da mulher secreta que tanto desejo desperta.

Ouço calado o pulsar do desejo e em meio aos gemidos de prazer, percebo sussurros de dor: é a Terra que sangra em meio aos orgasmos múltiplos dos que se contorcem entre extremos, dos que são reféns do prazer e da dor; do nascimento e da morte; da alegria e do horror.

Vai Amor, não mais ao encontro desta fêmea que me extasia, mas encontra a mulher que se esconde em cada um de nós, nossa parte que sabe cuidar, sustentar e da qual o planeta, sofrido e abandonado, tanto carece.



Chega de êxtase, o planeta quer é viver.

Enalteçamos e elevemos nosso Eros, não neguemos nossa essência, pois somos no devir e devemos confirmar nossa natureza desejante.

Não podemos mudar o que, mas o como; não mudamos os objetos, mas podemos mudar o sujeito e nossas relações.

No Eros, impulso que transforma todas as mulheres do mundo na mãe Terra, fecunda pelo Pai Cosmos, Eu Sou,

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A discplina e o Amor, uma relação de respeito

A disciplina é o domínio da lei sobre todas as vontades.

Por isto a disciplina é a maior aliada do Amor, consorte de Ágape, madrasta de Eros, mãe de Philia.

A disciplina traz o poder ao Amor.

Na relação de respeito e poder, aliança eterna conduzida pela sabedoria,

quinta-feira, 1 de julho de 2010

No Amor, mal não há

Amor é a compreensão de que não há mal na divisão, enquanto esta se propuser à reunião na aceitação dos padrões mais elevados da sustentabilidade do Todo: Uno sentido, sustentado e acessível pela tríade.

Amor é compreender que já na concepção se distingüe o que ganhará forma daquilo que permanecerá apenas como possibilidade dentro do potencial criativo e latente.

Amor é esse não julgamento e retorno ao espaço-mãe que é pai de todos os fenômenos a partir de nossa interação.

Na concepção que principia e finda no Uno e é única apenas quando faz a diferença,

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Amor, eternidade sem tempo a perder

Sem tempo a perder
Para ajudar a todos os seres,

Sem tempo a perder
Para Amar

Sem tempo a perder
Para se cuidar

Sem tempo a perder
Para se estar junto

Sem tempo a perder
Para realizar as transformações necessárias

Sem tempo a perder
Para realizar seu verdadeiro norte

Sem tempo a perder
Para se realizar nas práticas tântricas e vencer a morte

Sem tempo a perder
Para vencer o medo e contar com a sorte

Sem tempo a perder
Para nos reencontrarmos

Sem tempo a perder
Para entrar no compasso do caminho do meio:
Não tenha pressa, mas não perca tempo.

Diante de ti, minha mãe, me inclino em profundo Amor e devoção,

Texto em homenagem aos 56 anos de minha mãe, sob inspiração do presente que lhe dei – “Sem tempo a perder – um guia útil para o Caminho do Bodhisattva”, de Pema Chödrön – e das sábias palavras de Saramago, inseridas com Amor de filho com intuito compassivo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Com o Tsog de Tara o Amor magnetiza

Amor, para mim, é re-significar.

Por isto presto esta homenagem a Arya Tara - estrela em sânscrito, salvadora em tibetano -, após cuja prática de Tsog tive inspiração para os dois posts anteriores sobre o silêncio e a morada do Amor - esta também sob influência da expectativa de encontrar uma determinada mensagem quando online.

Tsog é tibetano e significa literalmente reunião; um encontro entre praticantes e seres iluminados através do oferecimento de diversas substâncias que nossa mente deve transcender em sua imanência para contemplar a pureza que a tudo nos conecta.

E não é o Amor a maior das reuniões e a mais pura das substâncias - pois presente em todas elas? Não é o Amor a estrela salvadora na escura noite da solidão e do sofrimento?

As frases a seguir são minhas compilações da sadhana (texto sagrado) longa de Tara Vermelha, meu primeiro yidam (deidade de prática; entidade meditacional, manifestação de mente iluminada na qual o meditante tenta se unir) e minha primeira fonte de refúgio no budismo vajrayana, cujo maior expoente é o tibetano: mãe de todos os budas, ela é seu aspecto feminino, comumente atrelado ao aspecto feminino de Avalokiteśvara (bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas), ambos pertencentes à família Padma, a família do Lótus, de cor vermelha (existem cinco família búdicas).

É com regozijo e no intuito amoroso de beneficiar a todos os seres que lhes passo estas informações acima e frases a seguir.
  • Amar é desfrutar do mundo fenomênico como uma oferenda simbólica.
  • Amor é o gozo abundante (e consciente) dos prazeres dos cinco sentidos.
  • Amor é o estado desperto atemporal.
  • Amor é a jóia preciosa que realiza desejos quando é oferecido com devoção.
  • Amor é a nau da liberação e conquista completa da liberdade do mar de sofrimento.
  • Amor é a fonte compassiva irradiante de bênçãos.
  • Amor amadurece auspiciosamente as folhas e frutos das qualidades positivas de quem ama.
  • Amor magnetiza e derrama sobre o campo de experiência de cada ser uma chuva de benefícios e felicidade.
  • Amar é consumar a atividade iluminada do poder.

Na devoção do Amor, prosto-me diante de ti,