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segunda-feira, 8 de abril de 2013

O destino do Amor é a praia

Quanta coisa foi,
quanta coisa veio.
E na maré da vida
somos apenas espuma em devaneio.

Nas ondas da existência cíclica,

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fiat fati in Amor interioris

Estou em falta consigo,
mas sei que consigo,
ainda este ano,
arrumar um tempo para reparar o dano.

É o mergulho interior que me toma por inteiro,
não é desculpa, apenas uma breve explicação
de quem sabe que mergulhará certeiro
na oposta direção.

Estou solando
para depois solidarizar,
egonizando
para enfim plenamente compartilhar.

Ainda conseguirei
parar de mergulhar,
fruir do paradoxo da superficialidade na profundeza,
realizar a única certeza:

Que a vida é um continuum de folhas,
seqüência viva de superfícies,
interação de diferentes bolhas
- das que estouram fáceis e das que se fazem difíceis.

Realidades diversas, densidades distintas;
do que falo eu?
É tudo vazio,
por favor, não me mintas.

Não me imponhas um sonho,
não me cries esperança,
não quero ser refém deste dualismo medonho;
sou livre como deve ser toda criança.

Fez-se destino,
no Amor interior
encontrei o meu anjo, meu eu-menino,
e todo nosso esplendor.

Não há mais dentro, não há mais fora
não há mais tempo, não há mais demora
não há mais sentido,
nada mais há a ser temido.

Diante do vazio, do tudo e do nada,
sou o um e mesmo multifacetado Todo,
que vence o rio da vida remada a remada.
Flor-de-lótus que emerge de seu próprio lodo.

Não tenho náusea, não tenho angústia,
exerço compaixão com coragem,
temperança e astúcia;
não carrego nada, apenas o passaporte do Amor na bagagem.

Liberto estou,
torno-me o que sou:
Amor em essência,
confirmando minha existência.

Na viagem em busca da sabedoria que primordialmente me espera donde parti e donde espero chegar, no início de um eterno recomeço, sempre um pouco mais sábio, sempre sabendo que sei sempre menos e sabendo que preciso amar sempre mais,

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor é transcendência

Enquanto encarnados, somos limitados. No mínimo ao nosso corpo físico, bem como aos conceitos que teimam em separar aquilo que junto seria maior e mais forte.

O Amor é o elemento que supera as limitações e expande nosso Ser rumo ao infinito do Tempo-Espaço, conferindo sentido ao Vazio da existência através do conhecimento do Todo, salvando-nos do Nada.

Na força transcendental do Amor,


sábado, 12 de setembro de 2009

Amor - campo unificado do nascimento-morte

Quem morre quando chega a hora da passagem?

De uma perspectiva dualista a resposta deve ser - quando emitida pela coletividade - o Ser que morreu; mas para este Ser, quem morre é a coletividade, que é deixada para trás em sua caminhada transdimensional.

No campo unificado da realidade absoluta que é o Amor não há morte, apenas encontros e desencontros nas diversas dimensões da plenitude da existência e possibilidades da existência cíclica do Ser.

No nascimento-morte, vida que é Amor,

domingo, 15 de junho de 2008

Da eternidade do amor, o único caminho sustentável

Não obstante os gregos já terem indicado o amor como sub-dividido em 3 [Eros, Ágape e Philia] - tal qual 'Deus é Amor' [Deus caritas est] o é tanto para os católicos [a Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo] quanto para os hindus [o Trimurti - Brahma, Vishnu e Shiva], a grosso modo exemplificado - devemos nós também zelar para tratar da eternidade do amor.

Na dimensão do cosmo, amor é a força universal e eterna que a tudo unifica, sustenta e vivifica, conduzindo sua evolução, estruturando espaço-tempo e as relações que daí se desdobram.

Na dimensão da matéria, que tem ciclos de composição e decomposição inerentes à sua natureza o amor, eterno na essência, tem de fato seu ciclo de existência - acelerado e desvelado pela atual pressa em se chegar ao fim.

E por não se saber que o fim é o caminho em si e o único caminho sustentável o amor, corre-se assim atrás do próprio rabo, vivendo em um mundo cão, onde olhar para si e para dentro com calma, devoção e compaixão é a única solução: redescobrir o amor próprio a cada um e à todos.

O Amor é tão forte e soberano que consegue transcender estas duas esferas distintas - cosmo e matéria - e uní-las, viabilizando o pluralismo da vida e o entendimento e respeito dos diversos unos forjando o Todo.

No Amor,