Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.
No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,
Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.
No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,
Muitas vidas, uma experiência
Muitas atividades, uma essência
Muitas buscas, uma transcendência
Muitos desejos, uma imanência
A vida é um múltiplo de experiências singulares.
Na individuação que é a plena entrega ao Todo Amor,
Amor criador
é os olhos do mundo
Amor fecundo
Amor semente
disseminação do bem
sem olhar a quem
Alma floresce
exala o aroma
Do Ser ascese
Amor é lindo
contemplação do Uno
escada do Ser
No 5-7-5, esquema do Amor que permeia sílabas e células no ritmo eterno e belo da verdade de nós,
Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.
Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.
E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer.
Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.
Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,
A alma é o espelho que pode fazer a natureza refletir o Uno e isto só é possível se o fizer com e por Amor, sem distinguir o Uno da Matéria e a matéria em e dentre-si, reconhecendo, como Ser independente, Logos em formação, a unidade através da interdependência.
No caminho do meio que é a Alma e o Amor, unos em essência, distintos por conceituação,
O Amor consiste precisamente na unidade profunda que as oposições aparentes ocultam e sugerem: os contrários, em todos os níveis da realidade, seriam aspectos inerentes a essa unidade.
Não se trata, pois, de opor o Um ao Múltiplo, como Xenófanes e o eleatismo: o Um penetra o Múltiplo e a multiplicidade é apenas uma forma da unidade, ou melhor, a própria unidade.
Daí a insuficiência do uso corrente das palavras: somente o Logos (razão-discurso) do filósofo consegue apreender e formular – não ao ouvido, mas ao espírito, não diretamente, mas por via de sugestões sibilinas – aquela simultaneidade do múltiplo (mostrado pelos sentidos) e a da unidade fundamental (descortinada pela inteligência desperta, em "vigília”).
Eis o que é o Logos (razão-discurso) para Heráclito, transcrito por inteiro e no qual apenas substitui o objeto a ser delineado, por entender de corpo-fala-mente que se trata do Amor.
No Logos, razão-discurso que é puro, claro e forte Amor,