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domingo, 8 de novembro de 2015

Diálogo por Todo Amor

Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.

No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,

terça-feira, 9 de junho de 2015

Um muito de Amor

Muitas vidas, uma experiência
Muitas atividades, uma essência
Muitas buscas, uma transcendência
Muitos desejos, uma imanência

A vida é um múltiplo de experiências singulares.

Na individuação que é a plena entrega ao Todo Amor,

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Amor 'apokálypsis' est

O fim está próximo.
O fim está distante.
O fim está.
O fim está para a morte
como o eu para a vida.

Estamos, não somos,
queremos Ser.
E, querendo,
não somos
- estamos,
estagnados em nós mesmos.

Necessitando apenas Ser
desejando apenas Estar
longe de tudo, perto do nada,
livre para compor com o Todo (de sua existência)
- eterna.

Como o grito do silêncio,
a Luz da escuridão
e o delírio de todo são
que busca se individuar
para se tornar Uno
e assim o Todo glorificar.

Na divina comédia, apocalipse do Ser,

domingo, 24 de abril de 2011

Do Amor do Ser à Rede

Eu sou a rede, a rede sou eu; somos Amor, uno-múltiplo-multifacetado-eterno.

O Eu só existe enquanto perspectiva de ação de um plano maior, a teia da vida na qual estamos enredados e pela qual engendramos.

Na WWM, world wide me,

Amor, convergência no Ser

Amor, a força que renuncia ao jogo do domínio, é a força que liberta por união.

Na convergência do Ser,

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A única dúvida do Amor

Amor é o regozijo profundo do Ser no Estar. Ou seria o regozijo profundo do Estar no Ser?

Na dúvida do Amor, que tudo abarca e que reúne todas as possibilidades no Uno que é o Todo,

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O silêncio da sabedoria do Amor divino

Sua ausência se confirma
na terrível presença que confina.
Na prisão da saudade de nós dois,
encontro a liberdade não antes, não depois.

Agora, incandescente,
consumido pelo fogo do desejo do Eu
inflado por teu nome, chamo por teu sapato de cristal,
caibo apenas no pé teu.

Encaixemo-nos,
transbordemo-nos no nós,
nesse caminho,
do Todo.

Não mais amado,
não mais amante,
não mais eu, não mais tu,
não mais os nós do Amor,
mas o Todo Fluxo
do Amor sem fim.

Aqui renasço das cinzas de nosso encontro
forjado Uno, amado-amante em mim,
não necessito mais de ti; será de Eros o fim?
Já fez-me completo, brotou em mim o Homem pronto.

Silêncio!

O Amor pulsa ensudercedor.
Sinta, ouça, ouse
se entregar em mim
ao Amor.

No fim, eterno recomeço, que conduz à outra margem, mesma terra firme sob outra perspectiva,

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

No ritmo do Amor

pulso
sangro
vibro
atendo

o chamado
divino
atento
não desligo

ligo
conecto
fundo
uno

fluo
impulsiono
ordeno
disponho

múltiplo
convergido
sentido
feliz

No ritmo da felicidade, compasso do Amor,

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Haiku do Amor

Amor criador

é os olhos do mundo

Amor fecundo


Amor semente

disseminação do bem

sem olhar a quem


Alma floresce

exala o aroma

Do Ser ascese


Amor é lindo

contemplação do Uno

escada do Ser


No 5-7-5, esquema do Amor que permeia sílabas e células no ritmo eterno e belo da verdade de nós,

domingo, 11 de julho de 2010

Amor entre iguais, a diferença faz

Quão diferente um corte de cabelo, uma roupa, uma tatuagem ou alguma outra característica física e até mental nos faz? Não somos todos feitos da mesma essência cósmica? Não somos todos, humanos e animais, emanações e pulsões do fluxo da vida?

Do Amor fati, Amor primordial e destino do Todo, mônada que a tudo abarca, perpassa e une, emanam suas mais diversas manifestações, cujo destino é confirmar-se-a-si-mesmo enquanto Amor, princípio que forja a dualidade no Uno, evidenciando sua pluralidade no ciclo do Ser.

Quando está tudo igual, o Amor é o diferente. Quando está tudo diferente, o Amor é o igual.

Amor é a Luz que traz harmonia e equilíbrio para a Força.

Na forte Luz que está sempre conosco,

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amor, ciclo-em-si

Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.

Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.

E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer. 

Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.

Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Amor da alma espelho

A alma é o espelho que pode fazer a natureza refletir o Uno e isto só é possível se o fizer com e por Amor, sem distinguir o Uno da Matéria e a matéria em e dentre-si, reconhecendo, como Ser independente, Logos em formação,  a unidade através da interdependência.

No caminho do meio que é a Alma e o Amor, unos em essência, distintos por conceituação,

domingo, 4 de julho de 2010

Sobre o Amor

Amor independente é conscientemente interdependente; o Amor interdependente é conscientemente independente.

Amor é interdependência externa e independência interna, a sabedoria da mente-coração que discerne e age.

Descendemos do Uno, espaço básico, caos que tudo abarca e do qual tudo origina.

No princípio não há diferenciação, é após a concepção que o conjunto de forças externas (karma) e internas (vontade) dá forma ao secreto (potencial que somos e devemos nos tornar) e particular, no início da interação da vida que é pulso de força, potência em ato; inter-ação, onde não deve haver re-ação, mas apenas trocas equânimes de ações afirmativas do Ser em busca do Uno, unidade em nós.

Nosso Ser, segundo estágio de diferenciação do princípio, não tem fim, é eterno re-começo em busca da plenitude, do voltar-se ao Todo, do achar-se-a-si.

É o olhar ativo que es-colhe o caminho do religare, da re-união através do corpo, fala e mente convergidos no coração; é a confirmação da ascece (Eros), da beleza (Ágape) e do bem (Philia).

Caímos para nos levantar, a começar a contemplar a origem, pois vida é movimento de reunião à nós mesmos e ao Todo; o mal é estagnação e isolamento egoísta, tem origem na passividade e se confirma na es-colha errônea, impensada, não-sentida, não-intuída, que não converge ao Todo, mas prioriza uma das partes e gera distinção entre o Eu e o Outro.

Cada ato nosso deve conter nossa origem pré-distinção e deve convergir à harmonia e à união.

Devemos conduzir-nos e almejar sempre o topo – altiora semper petens – comungar com o Todo, com-unidade, lado-a-lado, equânimes, deixando a alma ser o farol, o corpo o barco, a chegada o êxtase e o mapa (astral) o destino; ágape, eros, philia e fati, respectivamente.

Só no Amor, princípio, meio e fim,

quinta-feira, 1 de julho de 2010

No Amor, mal não há

Amor é a compreensão de que não há mal na divisão, enquanto esta se propuser à reunião na aceitação dos padrões mais elevados da sustentabilidade do Todo: Uno sentido, sustentado e acessível pela tríade.

Amor é compreender que já na concepção se distingüe o que ganhará forma daquilo que permanecerá apenas como possibilidade dentro do potencial criativo e latente.

Amor é esse não julgamento e retorno ao espaço-mãe que é pai de todos os fenômenos a partir de nossa interação.

Na concepção que principia e finda no Uno e é única apenas quando faz a diferença,

terça-feira, 29 de junho de 2010

A fonte do Amor

Amor é o Uno múltiplo; o Vazio que possibilita tudo.

É da vacuidade que emana o Todo: a relação com o Amor é bidirecional e multidimensional.

Na Alma, farol do coração, ponto de Luz na pineal,

Ecos eternos do Amor vivido

Em algum momento do espaço e do tempo eu te amei eternamente.

Na plenitude do Uno em nós,

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amor, Ser +

Amor. Falar menos, Ser mais. Amor. Amor. Sempre. Só. Uno. Duo. Trindade. Sagrado. Profano. Mundano. Amor. Falar menos, Ser mais. Iguais.

No Ser +/=

domingo, 30 de maio de 2010

Amor é Fogo, o princípio do Todo

O Amor consiste precisamente na unidade profunda que as oposições aparentes ocultam e sugerem: os contrários, em todos os níveis da realidade, seriam aspectos inerentes a essa unidade.

Não se trata, pois, de opor o Um ao Múltiplo, como Xenófanes e o eleatismo: o Um penetra o Múltiplo e a multiplicidade é apenas uma forma da unidade, ou melhor, a própria unidade.

Daí a insuficiência do uso corrente das palavras: somente o Logos (razão-discurso) do filósofo consegue apreender e formular – não ao ouvido, mas ao espírito, não diretamente, mas por via de sugestões sibilinas – aquela simultaneidade do múltiplo (mostrado pelos sentidos) e a da unidade fundamental (descortinada pela inteligência desperta, em "vigília”).

Eis o que é o Logos (razão-discurso) para Heráclito, transcrito por inteiro e no qual apenas substitui o objeto a ser delineado, por entender de corpo-fala-mente que se trata do Amor.

No Logos, razão-discurso que é puro, claro e forte Amor,

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amor são

O Amor é mais que impulso, direção, união – Amor é, quando dois são; unos na tríade de si mesmos: eu, outro e nós.

Na saúde do Ser que em Rede é,

segunda-feira, 15 de março de 2010

O domínio do Amor

Nos domínios do Amor reina a Força da Luz, clareza onisciente que nos conduz à ataraxia e que nos direciona ao entendimento de nossa hierarquia de valores e co-relação de forças, tudo aquilo que nos molda e compõe nosso Estar passageiro e mutável em meio ao nosso Ser eterno e imutável.

Esta clareza onipotente nos possibilita tomar conhecimento de nós mesmos inclusive através de nossos próprios venenos: corta os véus da ignorância para entendermos que temos em nós todas as curas e forças, porque se fomos capazes de gerar emoção ou situação de tamanha envergadura e avassaladora força, é porque somos feitos de força e envergadura igual ou superior.

Re-pousar no Amor é ter a tranquilidade de lidar com tudo na certeza de que fazemos parte do Todo e que tudo vem na hora e no momento certo para crescermos ainda mais.

Domando o cavalo selvagem, a força das paixões, para lhe dar direção e sermos uno,