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terça-feira, 9 de junho de 2015

O encontro do Amor à vida

A vida é um processo de encontro. Uma sequência não-linear de alternâncias, uma constante superação de lugares, uma dança da física com a química: vejamos a comunicação entre os neurônios, cujos impulsos imanentes saltam nas sinapses e de estímulos elétricos passam a químicos para então novamente voltarem ao estado inicial, mas alterados pelo processo.

Ou ainda a própria vida do humano, que se forja no encontro de um espermatozóide e de um óvulo: onde a alma entra, de onde emerge aquilo que nos move?

Similarmente, pois o que há em cima há como ser embaixo, a relação de vida nos planetas (óvulos) e cometas (espermatozóides).

Dentro e fora são topos relativos a um observador. Torna-te grande e considera teu mundo maior que teu umbigo. Ou morra medíocre. Vida é o ato de super+ação de si mesmo.

Daí que a vida é metafísica e alquimia, em suma, prática do Amor que torna opostos complementares, que dá sentido através da atenção do foco e motivação da intenção.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Amor, autopoiesis do Ser

Sou todo sentidos e um pensamento: sempre escolhemos aquilo que nos satisfaz; que satisfaz o sentido escolhido, vontade que converge a partir de metavontade à meta da vontade.

Somos este ciclo de aperfeiçoamento, vontade em devir, arte em movimento.

Na autopoiesis,

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quem ama, sabe: saboreia o Amor, a maior das filosofias a cada gota de vida

O Amor é a maior das filosofias porque é a coerência per se : é princípio, meio sem fim em constante aperfeiçoamento.

No sentido convergido pelo pensamento a partir dos sentidos, sabedoria que saboreia o viver,

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Amor, espelho da sabedoria moral

Toda ideia se atualiza na sua moralidade a partir da reflexão de cada ação - que por sua vez a ela reflete, em um constante fluxo de expansão física e metafísica, ampliando nossos sentidos.

Na busca da perfeição,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O Amor e o ego

O ego, esse ponto que somos da grande rede da vida, fluxo de sentido e valores que atribuímos às nossas interações, limitação que é ter, possibilidade de se dar um belíssimo encerramento a si mesmo utilizando-se do conceito da não-dualidade, aflorando-se no que se é, liberdade que é Ser - pura beleza pura, vida em constante desabrochar, tranquilidade que é estar.

Amor, esse ritmo do coração, esse despertar da consciência, essa bossa do ânimo, essa percussão da razão, esse tamborim dos sentidos.

No espaço da eternidade, onde o tempo se con-funde ao infinito,





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amor expandit mens

Sapere aude
Elater animi est
Inanitas amoris

Tradução do sentido:

Ouse saber
A mola propulsora é
A vacuidade do Amor

Derivação do sentido:

O vazio da mente é a maior ousadia do conhecimento, pois possibilita compreender tudo; não como já conhecemos, mas como se manifesta, como fenômeno de aparecimento que é e ao qual damos um valor ao conferir-lhe sentido a partir da liberdade do encontro entre sensação e intenção.

No Amor que expande o ânimo,

(tradução do título deste primeiro haikai em latim)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Amor líder

Um líder ouve no silêncio, vê no vazio, reconhece padrões, concebe sentidos, inova no velho, sacraliza no profano, faz arte do humano, demasiado humano.

Na liderança do Amor, estética do aparecimento,

sábado, 17 de novembro de 2012

Cor fati Amor


A pedra sobre a qual edifico minha obra,
As asas que me levam a superar a minha sombra,
O fio que tece todo o sentido
À espada, cuja ação ouso destemido.

Na pulsão que converge-me em Ser, sabedoria pura da Natureza,

terça-feira, 17 de julho de 2012

Amor simplesmente Amor

A tranqüilidade reside na simplicidade.

A simplicidade consiste na consciente canalização dos fluxos.

E a consciente canalização dos fluxos na prática/respiração ocorre no lidar equânime com todos os fenômenos que compõem a realidade complexa e multifacetada.

Na simples unidade do Todo que é Logos e faz naturalmente sentido no jogo tântrico da interdependência dos opostos complementares e co-emergentes,

domingo, 15 de julho de 2012

Só o Amor (re)constrói um sentido

Interessante observar como a alma fica mais carente quando o corpo inspira mais cuidados; fragilizamo-nos por inteiro e encontramos assim a (nossa) inseparatibilidade fenomênica entre sujeito e objeto; consequentemente a possibilidade de superação através da organização supra-sensível de abordagem holística e integral, compreendendo e, portanto, transformando a enteléquia do Ser, reorganizando e realinhando os fragmentos e suas singularidades para conceber um novo Todo, mais forte e mais completo, já que "o que não me mata, me fortalece" e confere um novo sentido a mim, ao Todo e as relações.

Pensamentos e devaneios em meio a um trânsito de Netuno aspectando meu Saturno natal e uma "coincidente" crise de coluna que me mantém em 'prisão domiciliar' há mais de uma semana, repensando formas e estruturas (mesmo antes de saber se tratar deste trânsito).

Na boa cia. de Kant, Nietzsche, Arroyo, Gracian, Sêneca e Morimando.

Com carinho à minha mãe que tem lambido a cria com dó da dor que figurava em meu semblante e ao Petit Gateau, inseparável filho felino e companheiro.

No Amor, projeto do Todo, processo de juntar os cacos em um belo mosaico,

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amor, sentido necessário

No mesmo lugar
Uma outra pessoa a olhar
A mesma situação
Questionando a emoção

É isto estar vivo?

Melhor ao fluxo se entregar
sem ser tão incisivo
Se relacionar sem apego, na totalidade amar.

No sentido que só faz o que se quer,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor - longo, breve, intenso, eterno - vazio sentido e convergido em sentido

O vazio

do silêncio
do sentido
da ausência

dá espaço

à carência
à solidão
à tristeza

tudo pára
pára tudo
que se quer descer

de onde
para onde
chegou-se

à aporia do Ser

magnífico lugar
esplêndido tempo
- do vazio emerge um novo vento

interno - o silêncio

da liberdade brada
aurora que anuncia
a construção de um novo Ser

que sem caminho
criou asas
e meditou

forjou seu novo espaço na mente
- e planejou
e seu planejar é ação

não há distinção
é tudo harmonia
em suave tensão

entre relativos que se convergem
em absoluto espaço
infinito modus do corpo-fala-mente

entre o Ser e o não-Ser
o foco no Estar e Fazer
e o regozijo no acontecer

contemplar o fluxo

escolher o destino
sentir o vento
içar as velas

viver

enquanto brilhar o longo dia
até a breve noite vir me acolher

Na sustentável leveza do Ser,

sábado, 24 de dezembro de 2011

Amor metadados - lançando os dados da meta

Amar é pedir licença à saudade para se jogar além da lembrança na memória de cada instante, eternizando-se em ação, fecundando palavras, dando sentido ao vazio que nos abriga.

Alea jacta est - os dados estão lançados.

Amar é determinar como o fluxo - aparentemente aleatório - nos perpassará e como perpassaremos o fluxo.

Dar um sentido à nossa passagem, eis nosso livre arbítrio: dar um sentido ao destino - a começar pelo nosso.

Dar valor aos dados: tanto às unidades de informação, quanto à sorte, fortuna que nos sorri e se oferece à dança da vida.

No fluxo do sentido que damos ao fluxo,

Na velocidade do Amor, no sentido da Luz

Todo fluir é transgressão,
toda passagem, união,
toda meta, evolução.

Toda passagem, toda transgressão é ganho de potência.

Todo pôr-do-sol é renovação de potência.

Não fico preso ao Aqui, me entrego ao Agora que vai ao encontro do mar, da escuridão do desconhecido que espreita no horizonte; é a pura Luz que mergulha - Sol-o-Ser.

A Luz é a medida do devir - quanto mais vibramos Luz, mais convergirmos e comungamos do fluxo.

Na velocidade da Luz, sentido do Amor,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O poder do Amor

A vida é um todo de potências a ser convergida em sentido, poder de ato coerente e sustentável - amar até o desamor, eis meu destino, Amor Fati.

No Amor que jazz, Deus que dança,

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

No ritmo do Amor

pulso
sangro
vibro
atendo

o chamado
divino
atento
não desligo

ligo
conecto
fundo
uno

fluo
impulsiono
ordeno
disponho

múltiplo
convergido
sentido
feliz

No ritmo da felicidade, compasso do Amor,

sábado, 6 de novembro de 2010

Omnia Amor est et nos cedamus amori

Só o Amor é; só o Amor pode mudar como as coisas são - tudo é Amor em graus e modos distintos, portanto só o Amor pode alterar o grau de potência e o modo e extensão de cada coisa, pois tudo comunga de uma natureza una, de um único eixo cíclico: caos-cosmos, samsara-nirvana, nascimento-morte, luz-sombra; a força da vida em todos seus modos, potências e extensões é Amor.

O modo, grau e potência do Amor é determinado pelo conhecimento detido, trocado e exercido - quanto maior a coerência, maior a sustentabilidade do momento no eixo cíclico e maior a possibilidade de vetorizar o ciclo em um eixo evolutivo.

Quando se aprende algo pela dor se aprende na verdade pela ausência do Amor - a incompreensão deste aprendizado gera o ódio, esta revolta pela ausência do Amor e do sentido de si e da vida.

A revolta, o ódio e demais sentimentos e energias da nega-ATIVIDADE paralizam o fluxo do eixo cíclico e podem inclusive regredi-lo.

O Amor é o princípio sem fim, fluxo e movimento da rede da vida.

O Amor tudo é, rendamo-nos nós também ao Amor.

No Amor que tudo vence, pois tudo é: vençamo-nos nós a nós mesmos.

domingo, 9 de maio de 2010

Amor é quando tudo pode dar certo

Amor é tudo aquilo que pode dar certo quando se é verdadeiro consigo, pleno e senhor de sua ética e razão e não servo de uma moral por muito decadente e manipuladora.

É quando se cria seu próprio caminho para a felicidade sendo feliz na constituição de seu próprio cosmos a partir do Amor próprio que ordena nosso caos - tornamo-nos o que somos e, livres, fazemos aquilo que temos que fazer. E regozijamos.

É entender que buscamos nos entupir de sentidos com medo de sentirmo-nos vazio e sem sentido, ponto crucial para alcançarmos o verdadeiro e único sentido da vida: Amar e no Amor, através do Amor realizarmos nossa plenitude.

No jeito que dá certo,

terça-feira, 9 de março de 2010

Amor puro sentido

Colhi a flor
caida no asfalto;
quando virada pro céu
é sinal de doação.

Doa aroma,
cor e forma;
doa vida,
doa Amor.

Divina, doa o aconchego
pro olhar,
pro sentir,
pro cheirar.

Amor puro sentido;
regozijo com pouco
que é mais que todo muito
que se tem por aí e nunca dentro de si.

E ali, por entre formas e vazios,
passeava uma formiga.

Distante, solitária, morreria.
Não faria falta ao numeroso formigueiro.
Não faria falta ao Todo que a tem aqui ou acolá.
Mas faria falta a ela, não voltar ao seu lar.

Passeou por todo o Rio,
deu aulas, viu mais de uma apresentação,
comeu em restaurante
e curtiu sua abdução.

Na calada da noite
na mesma esquina
de poucas horas antes
reencontrou seu caminho.

Despediamo-nos,
a grande formiga
de meu já não mais pequeno Ser,
mais uma vez aprendendo que o Amor é o que nos leva do pequeno ao grande.


No rumo da unidade, a grande e divina união, que é o Amor, sentido de nossa existência,

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tautologia do Ser é Amor

Amor é a força do empreendimento do discurso; é o verbo se fazendo carne; é o impulso que ganha sentido rumo ao objetivo. E é o impulso que dá sentido ao objetivo. E o sentido objetivo do impulso.

Na tautologia do Ser, que é puro Amor em suas três esferas,