Mostrando postagens com marcador Trindade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trindade. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de novembro de 2010

Além-dualismo: o Amor

Amor, unidade tripartida ao qual tudo converge, que tudo organiza e do qual emana a verdadeira beleza.

Princípio que emana do caos e concebe o cosmos, meio que se identifica com a mensagem, efeito que é causa, princípio sem fim.

Amar é trocar e na troca se elevar, dar sem esperar receber, é não se prender ao seu ponto, não se entregar ao outro, mas ao caminho da elevação que é margeado pelo ego e pelo non-ego, o outro em mim que também liberto e, livres, caminhamos juntos não mais reféns do dualismo.

No caminho integral do Ser,

domingo, 24 de outubro de 2010

Amor, um ato de conhecimento

Somos oriundos de um ato de Amor, principiamos de um im-pulso de Eros na vida, despertamos ao nos darem a Luz, aprendemos inicialmente o ponto do qual emana esta nova compreensão da vida , esse novo ponto, mais um ponto da vida chamada eu – mais um eu como tantos outros, mais uma chance de ser tão especial.

Mas ficamos reféns da vontade de sermos especiais, não nos tornamos o que somos - especiais - por medo de fracassar e nos perder daquilo pouco que aprendemos de início a conhecer e amar, esse pequeno ego que nos serviu de sustentação inicial tal qual as rodinhas quando aprendemos a andar de bicicleta.

Mas para expandirmos nossas trilhas e alcançarmos metas mais elevadas é necessário desapegar de tais rodinhas e da segurança inicial, vencendo a insegurança e conquistando assim uma grande segurança, uma nova ordem através da compreensão de uma nova dimensão, um Eu superior.

Para isto se realizar precisamos de princípios ordenadores, a Ágape que possa cultivar, conduzir, orientar e focar corretamente o impulso e a Luz inicialmente adquirida, pois é necessário despertar nossa própria Luz, porquanto a Luz a nós conferida em nosso nascimento era uma dádiva, um empréstimo enquanto não renasciamos em nós mesmos com a realização da clareza interior.

Isto nos levará ao caminho da expansão interior (e conseqüente conquista exterior), encontrando-nos com nosso pleno potencial, ainda velado ao pequeno ponto inicial que, tal qual uma semente, precisa vencer-se e aos obstáculos para dar frutos e, somente então, poder compartilhar plena e indiferenciadamente, realizando-se a philia, pois reconhecer-se-à a unidade do Todo através das óbvias diferenças da multiplicidade, conquistando-se uma sabedoria que reconhece o multidimensional como parte integrante, convergente e estruturante do Todo, tripartido em corpo-fala-mente.

A importância de se zelar pelo planeta Terra é que o planeta é o coletivo impessoal no qual podemos compartilhar nossas diferentes individualidades sem por um lado anularmos as diferenças e, por outro, fazer com que se choquem.

Afinal, o tu é um outro eu, mas há necessidade de espaço para se forjar-se um verdadeiro nós forte através do respeito das diferenças que precisam ser contempladas e harmonizadas.

Quando focamos nossas individualidades para elevarmos o coletivo exercemos e elevamos nossas individualidades, respeitando-as, conferimos sustentabilidade ao indivíduo, o que só é possível se compreendermos que o altruísmo é a única forma viável para a existência do egoismo, pois não há rede sem pontos, mas não há pontos sem rede, uma vez que o valor de cada ponto se estabelece na relação entre os pontos e com o coletivo.

Portanto, zelar pelo planeta Terra é zelar por si, uma vez que é graças ao superorganismo Gaia que nosso organismo encontra o poder de se realizar nas relações – pois nossa vida principia na relação: dos elementos químicos e físicos e das energias amorosas de Eros, Ágape e Philia.

Devemos deixar a ignorância auto-centrada e nos confirmarmos como parte desta grande rede que transcende inclusive nosso planeta, eis o Amor fati.

Fazemos parte de um grande sistema: somos parte de um grande UNIverso e um verso único de um grande poema que é a vida.

Na conjugação do viver, rimando com outros o meu Ser,

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amor, Ser +

Amor. Falar menos, Ser mais. Amor. Amor. Sempre. Só. Uno. Duo. Trindade. Sagrado. Profano. Mundano. Amor. Falar menos, Ser mais. Iguais.

No Ser +/=

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amor, não obsessão

Não, o Amor não leva à obsessão.

Na verdade este Amor que se torna obsessão é o Amor Eros, o terço do Amor animal, instintivo, erótico, impulso que aprisiona se não for conduzido à elevação - ágape - e ao sair-de-si, do ponto inicial para percorrer seu caminho na eternidade e, no devir, confirmar o Ser mais amplo e expandido - Amor philia -, liberto do dualismo, aberto e em união com o Todo - Amor fati.

Só há obsessão na relação sujeito-objeto.

O verdadeiro Amor transcende o dualismo e confirma a unidade da trindade, por isto é sagrado mesmo em meio ao mundano: não há distinção, de fato não há sagrado ou mundano, não há véus.

Há apenas Amor, sem amado e amante: este é apenas o primeiro passo, o engatinhar do jogo onde não há vencedor, tampouco vencido; e este jogo é a Rede da Vida.

No tear do complexus,

quinta-feira, 16 de julho de 2009

No silêncio compreensivo do Amor

Não continue lendo. Não perturbe o silêncio de sua mente. Não acorde o Amor em sua alma.

Antes desperte você e se prepare para ter com o Amor.

Preparado, saberás que o que dorme e o que observa são ambos uno, que o Amor é tanto aquele que vela, quando o que é velado, é o velar em si, que tanto é fato e ação, quanto sujeito e objeto – e tão mais é Amor quando desta ontologia distintiva e dualista não faz mais uso, compreendendo a unidade da trindade do Ser Amor que de um sujeito e um objeto se faz verbo e vai além.

E o Amor é esta proposta de ir além das limitações conceituais, é entender que amar a si é forjar corpo e alma em um só espírito, divino por natureza, na ascese por vocação.

No chamado do Amor que aos fortes desperta,

terça-feira, 23 de junho de 2009

Amor é o caminho da Trindade

Que nos leva do Deus-Pai fora de nós ao Espírito Santo dentro de nós e retorna ao Todo conectando-nos harmoniosamente a todos os seres; elevando nossa alma, superando os limites de nosso corpo, unindo-os para superar juntos todos os obstáculos.

No divino Amor da criação,

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nessun Dorma, Amor!



"Ninguém dorme" (Nessun Dorma) quando ama - quer seja porque se nutre e se torna incansável e invencível quando em equilíbrio ou porque o amor mexe conosco e nos deixa inquietos em busca de harmonia quando ainda está por se encontrar e tornar dois entes um terceiro, forjando uma trindade a partir de duas metades que são plenas apenas com o outro; mesmo que nunca incompletas quando sozinhas.

No Amor,

domingo, 15 de junho de 2008

Da eternidade do amor, o único caminho sustentável

Não obstante os gregos já terem indicado o amor como sub-dividido em 3 [Eros, Ágape e Philia] - tal qual 'Deus é Amor' [Deus caritas est] o é tanto para os católicos [a Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo] quanto para os hindus [o Trimurti - Brahma, Vishnu e Shiva], a grosso modo exemplificado - devemos nós também zelar para tratar da eternidade do amor.

Na dimensão do cosmo, amor é a força universal e eterna que a tudo unifica, sustenta e vivifica, conduzindo sua evolução, estruturando espaço-tempo e as relações que daí se desdobram.

Na dimensão da matéria, que tem ciclos de composição e decomposição inerentes à sua natureza o amor, eterno na essência, tem de fato seu ciclo de existência - acelerado e desvelado pela atual pressa em se chegar ao fim.

E por não se saber que o fim é o caminho em si e o único caminho sustentável o amor, corre-se assim atrás do próprio rabo, vivendo em um mundo cão, onde olhar para si e para dentro com calma, devoção e compaixão é a única solução: redescobrir o amor próprio a cada um e à todos.

O Amor é tão forte e soberano que consegue transcender estas duas esferas distintas - cosmo e matéria - e uní-las, viabilizando o pluralismo da vida e o entendimento e respeito dos diversos unos forjando o Todo.

No Amor,