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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Amor, o cultivo da abundância no vazio

Quando o objeto de amor se esvai
quando o véu de ilusão cai
e fica solto o desejo
é a vida te ofertando um ensejo:
perder-se no nada que a falta traz
ou criar-se na abundância do vazio,
comprovando o Amor ser capaz
de caminhar honrado pela vida, esse tênue fio,
de dar sentido ao Todo
de emergir Lotus, do lodo.
 
No cultivo do espaço que o outro amplia em nós, tempo entendido à eternidade,

sábado, 24 de dezembro de 2011

Amor sagitariano

Tira o véu de teus olhos, contempla as estrelas em tua profunda natureza; voa, trotando seu caminho pelos céus infinitos de teu potencial. Lança-te junto a tua flecha em benefício de todos os seres, mas fazes isto com calma, na serenidade de teu Ser que amanhece a cada ocaso, que desperta enquanto todos dormem.

Sê sagitariano na sua potência máxima, mas humano em todo seu esplendor - equilibra-te e triunfarás; conquistarás primeiro a ti mesmo, depois a teus mais nobres objetivos.

Todos temos um sagitário em nosso mapa astral - ative o seu.

Que sua existência se signifique na entrega ao Todo.

No arco, flecha, alvo e precisão,

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Amor, não obsessão

Não, o Amor não leva à obsessão.

Na verdade este Amor que se torna obsessão é o Amor Eros, o terço do Amor animal, instintivo, erótico, impulso que aprisiona se não for conduzido à elevação - ágape - e ao sair-de-si, do ponto inicial para percorrer seu caminho na eternidade e, no devir, confirmar o Ser mais amplo e expandido - Amor philia -, liberto do dualismo, aberto e em união com o Todo - Amor fati.

Só há obsessão na relação sujeito-objeto.

O verdadeiro Amor transcende o dualismo e confirma a unidade da trindade, por isto é sagrado mesmo em meio ao mundano: não há distinção, de fato não há sagrado ou mundano, não há véus.

Há apenas Amor, sem amado e amante: este é apenas o primeiro passo, o engatinhar do jogo onde não há vencedor, tampouco vencido; e este jogo é a Rede da Vida.

No tear do complexus,

segunda-feira, 15 de março de 2010

Amor liberta

O Amor é o caminho no qual sempre estamos, reconhecendo ou negando; é a realização do Ser no Estar; é a contemplarmos nossa face adversa; é unirmos a Luz às sombras sem julgamentos; é encararmos a verdade sem véus e ressentimentos; é dissiparmos todos os medos e demais obstáculos; é estarmos vestidos com as roupas e as armas da eterna e invencível imortalidade do Ser; é Ser vencedor na dualidade do embate entre nosso Ser eterno e nosso Estar fluído, mutável e impermanente, convergindo sem apego, sem medo e compaixão canalizado por Amor.

É amorosamente reconhecer nosso vaso e nosso vazio, compreendendo forma e conteúdo como um, a dualidade como unidade, libertando-se através da união consigo e com o Todo; é canalizar a Luz pela Força compassiva do Amor para iluminar nossa ascese e assim nosso encontro superior.

É realizar que somos livres somente no Amor, quando fazemos amorosamente aquilo que temos que fazer estando em união com isto, nosso dharma e destino, nosso Amor fati - superar o livre arbítrio que nos mantêm refém de escolhas e longe do princípio - todas opções nos levam à dualidade enquanto somos unos.

No A-Mor, não maior, não menor, mas princípio absoluto,

O domínio do Amor

Nos domínios do Amor reina a Força da Luz, clareza onisciente que nos conduz à ataraxia e que nos direciona ao entendimento de nossa hierarquia de valores e co-relação de forças, tudo aquilo que nos molda e compõe nosso Estar passageiro e mutável em meio ao nosso Ser eterno e imutável.

Esta clareza onipotente nos possibilita tomar conhecimento de nós mesmos inclusive através de nossos próprios venenos: corta os véus da ignorância para entendermos que temos em nós todas as curas e forças, porque se fomos capazes de gerar emoção ou situação de tamanha envergadura e avassaladora força, é porque somos feitos de força e envergadura igual ou superior.

Re-pousar no Amor é ter a tranquilidade de lidar com tudo na certeza de que fazemos parte do Todo e que tudo vem na hora e no momento certo para crescermos ainda mais.

Domando o cavalo selvagem, a força das paixões, para lhe dar direção e sermos uno,

domingo, 26 de julho de 2009

Amor, meu complemento à Lispector

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita... Clarice Lispector

E quando dita, finita. Encerra-se em si mesma aprisionada por conceitos e visões. Mentes, véus, impulsos, ilusões.

Liberta só estará, quando nem de palavra, nem de boca e ouvido, nem de si precisar.

Na hora da Estrela, cada segundo é Amor,

sábado, 25 de julho de 2009

Só Amor - múltiplo e uno

Só, perdido, me encontro.
Solteiro, me fecundo.
Busco a unidade-base antes do Outro.
Só, assim se consegue levar amor ao mundo.

O Outro passa a ser Eu,
na realidade nós,
não há barreiras,
só, apenas uma voz.

A unidade sussurra
o que todos no fundo já sabem,
amor incondicional,
a chave do progresso, ordem natural.
[vitória do bem contra o mal]

Ouça o grito do silêncio de seu Ser,
faça cair os véus e irás ver
a divina face da unidade
resplandecente em toda multiplicidade.

No verso do Amor, rima da eternidade,