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sábado, 23 de junho de 2012

Mesmo sendo, Amor

Mesmo sendo vazio
Mesmo sendo impermanente

Mesmo sendo assim, mesmo no desapego, mesmo assim e apesar disso, amar.

Na incondicionalidade de toda entrega, que constrói valor,

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amor, sentido necessário

No mesmo lugar
Uma outra pessoa a olhar
A mesma situação
Questionando a emoção

É isto estar vivo?

Melhor ao fluxo se entregar
sem ser tão incisivo
Se relacionar sem apego, na totalidade amar.

No sentido que só faz o que se quer,

quarta-feira, 21 de março de 2012

O transcendental do Amor

Pai-Mãe,

Quando você morrer,
morre em mim o filho.
Acaba o espaço lúdico, o refúgio da criança,
e começa o tempo hos me, o tempo de espera - suspensão ao fim, "adultez" sem cura ou volta.

Menino, antes de dar adeus ao mundo,
quero ainda rir de montão,
estarmos juntos, trocar carinhos,
confidências, olhares, sorrisos.

Momentos inesquecíveis

Que farão minha velhice
- mais feliz
e minhas lembranças
- mais saudosas

Prefiro a dor de tê-las
e ter que delas desapegar
do que a dor de me apegar
à cobranças e lamentos.

Quero, ao morrer, dizer SIM! à minha vida.
Quero renascer livre e amante a todo momento.

E isto só poder ser feito com Amor, construído a cada instante e interação - confirmando-se e à potência.

Só o forte consegue dar sentido a si em meio ao vazio, exercendo a sabedoria da priorização, superando o nada através do Amor, escolhendo conscientemente os momentos a serem eternizados - diluídos ao final, como lágrimas na chuva.

Quero me entregar a este fluxo continuum com toda fé, ser Amor fati - fazer o que tem que ser feito, Amar fazer o que tem que ser feito, saber e escolher sorridentemente o que tem que ser feito.

No momento da ressurreição, nascimento da força transcendental do Amor,

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Os silêncios libertadores do Amor

Amor é a importância de se escutar os silêncios e compreender seus significados; mas principalmente ir além, desapegar da compreensão ordinária e alcançar a aceitação dos sinais para a partir daí construir uma nova realidade.

O silêncio dos sorrisos não oferece explicação, apenas conduz à evolução.

No cultivo da sabedoria que contempla o Todo e conduz à compreensão holística,

A educação holística do Amor

Amor é quando o sofrimento conduz ao aprendizado e não apenas à banalidade da dor.

No foco desapegado convergido na evolução, fluxo ascendente conduzido pelas margens binárias da vida não-dual,

A canalização da liberdade do Amor

Amor é canalizar a vontade para não prejudicar a evolução do outro.

Afinal, o poder do Todo traz consigo responsabilidades das potências individuais.

No desapego e entrega para que o Amor floresça de maneira sustentável sem ser refém de ego algum,

domingo, 4 de setembro de 2011

Do desapego no Amor

Quando penso em você, sinto um fluxo de Luz e felicidade - me entrego e fluo junto.

No desapego que nos conecta, liberdade última, morada eterna,

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A balança do Amor

Amor é a balança que nos faz balançar, mas nunca pesar e errar de medida.

É a sabedoria que observa se nos revoltamos ou se dialogamos tranqüilamente com as contradições da vida.

É a força que bate no peito e afirma a cada pulsar que vamos conseguir; que não há absurdo que não possa ser compreendido, paradoxo que não possa ser harmonizado, sentido que não possa ser convergido.

É a capacidade de olhar para frente e seguir adiante, desapegado do passado e sem retrovisor para embaçar o panorama da vida que se faz presente no horizonte através da janela da alma e não através de qualquer espelho.

O passado dita o futuro, o futuro determina o presente e o presente se faz no passado que torna a se auto-determinar no ciclo.

Não há absurdo, não há paradoxo, não há linearidade; temos apenas ciclos infindáveis que devemos conduzir, através do eixo da consciência, à uma espiral evolutiva no divino plano do espaço-tempo.

Na balança que equiLIBRA, acerta a justa medida, desperta a consciência e garante a sustentabilidade de nossas ações,

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Da alegria à felicidade, o desapego do Amor

Na ânsia e pressa em controlarmos tudo e termos a posse da felicidade afastamo-nos de nossa alegria interior, verdadeira fonte, Amor na essência.

Na alegre semente que distribui os frutos da felicidade,

domingo, 11 de julho de 2010

Amor, instante sublime da sabedoria

O Amor enxerga a ordem do caos e assim beleza em tudo, não tem a ânsia de construir um belo deformado (a qualquer custo), à imagem e semelhança da origem e, portanto, sempre ansiosa desta – tanto de obtê-la em futuro próximo, quanto de recuperá-la em um passado distante.

É na eternidade do momento, no aqui e agora sem forma, sem conceito, apenas vivência que somos - seres eternos em nós mesmos, criadores de nossa prisão nas memórias do passado e esperanças do futuro, libertadores do presente apenas através do Amor, janela de possibilidades em um sem fim de escolhas -, que a beleza se ordena em um ciclo constante e alternante de (des)ordenação e (des)construção. A beleza se ordena para no instante seguinte se modificar e tomar a forma de outra beleza.

Nunca conseguiremos apreender este momento e quanto mais o tentamos, menos o vivemos.

Quando nos abrirmos para esta experiência, convergiremos a beleza do passado, do futuro e de todos os presentes, contemplando a beleza do caos, agora ordenado por um entendimento e compreensão supraracionais, o conhecimento sublime e transcendental do Amor que tudo abarca, tudo une e tudo organiza.

Desapegar para interagir, isto é Amor.

Na abertura do espaço-tempo, conhecimento do Eterno,

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor conforme o caminho conforme o Amor

Amar é desapegar-se do objetivo e dos resultados; é, antes e sempre, um conformar-se (tornar-se a forma através da interação) com o caminho na certeza de que este é tão multifacetado e variado como o sem fim de possibilidades de nós mesmos.

Amor é o caminho, o caminho é o Amor. E nós, um infinito de maneiras de percorrê-lo.

Na afirmação da vontade que independe de objetos exteriores, de ganhos ou perdas, Amor que é evolução-em-si, trilha do destino,

sexta-feira, 30 de abril de 2010

No fluxo do Amor

Amor é o fluxo eterno do rio de nossas vidas, clareza que conduz a força que desapega das margens do gostar e do não-gostar, da cobiça e da aversão, do ego e do não-ego e que nos desprende de nós mesmos para empreendermos a piracema da ascece de nossas almas rumo ao encontro de nós mesmos - com o outro, pelo outro, através do outro, rumo ao Todo.

No panta rhei que sempre muda e por isso é sempre Amor,

domingo, 25 de outubro de 2009

Amor e desapego - II

Na teoria o desapego é tão lindo, óbvio, fácil e prático, não é?

Mas o importante é irmos tentando. E conseguindo.

Basta começar a não se cobrar tanto, entendendo que este é o processo natural - o de Amar sem se apegar. E que igualmente natural é este despertar da amorosidade que vai nos conquistando e também aos outros.

É um arrebatamento que quando vemos já fomos tomado pela energia envolvente e suavemente forte do Amor.

Meu conselho, se é que vale e cabe, é contemplar cada situação racionalmente, perguntando-se se houve ação egóica, comumente uma reação emotiva a algo e/ou um julgamento, e se poderia ter agido com mais Amor, convergindo maior harmonia à solução de dada situação/questão.

Fundamental é começar por si, único elemento que podemos de fato "controlar" - ao menos mais do que ao exterior.

Respiremos conscientemente - se possível façamos trabalhos de visualização de cores e formas auspiciosas, bem como recitemos mantras de compaixão e remoção de obstáculos - criemos dentro de nós um espaço para dialogar harmoniosamente com cada situação para verificar pontos de vista, posturas, ações.

Acolhemos tudo sem julgar e tal qual organizamos um fichário, pautemos tudo, e tal qual um altar disponhemos em nossa mandala interior, erigindo-a primeiro a partir da necessidade exterior geral - o que dada situação/questão pede para ser corretamente sanada - depois a partir do sofrimento e obscurecimentos alheios, compreendendo também as necessidades do Outro e o fato que ele, por ignorância, sofre e causa sofrimento.

Por fim, analisemos nossa participação tendo como base uma análise da coerência entre seu corpo, fala e mente - entre aquilo que pregamos e perseguimos como ideal, aquilo que propagamos e aquilo que vivemos na ação do verbo que se torna cotidiano.

Façamos disto uma balança e encontraremos o equilíbrio em cada situação, o Amor pleno em ação.

Na busca do aprendizado com Amor e na reconquista da jóia que o Tempo-Espaço há de conceder,

sábado, 25 de julho de 2009

Amor e desapego

Desapego não é indiferença, tampouco falta de amor.

O apego é do ego. Posse.

Amor de verdade é infinito, sem fronteiras, é livre e deixa ser livre.

Por Amor você deixa de lado o ciúmes e, mais do que isto, fica feliz pelo outro.
De verdade.

Se a felicidade do outro é com outra pessoa, então vá. Por que torturar aos dois ou até aos 3 apenas por uma parte de si? Egoísta isto no fundo.

Você pode parar agora e se perguntar: mas por que a outra pessoa pode exercer o seu desejo – mascarado de vontade de poder, que é o desejo do Eu superior, o desejo elevado, uma nota acima do instintivo, rumo ao divino – enquanto eu sofro e fico só?

Aqui, primeiro, uma ressalva: a dor é inevitável, o sofrimento não. Toda separação irá causar dor, mas revivê-la e ficar sofrendo é opcional e nada tem a ver com Amor. Pelo contrário, sofrimento apequena, contrai, Amor engrandece, expande.

E ficar só em uma situação onde o outro não quer simplesmente ficar conosco é melhor do que ficar mal acompanhado. Isto, dito de maneira horizontal, popular. Verticalizando a análise, poder-se-ia afirmar que as vibrações e energias já não mais se alinham harmonicamente, que o karma se exauriu.

É chegada a hora de agradecer pelos bons momentos e aprender com a situação. Sempre se aprende, este é o capricho do Amor, conhecimento puro, conquista constante, socrático na essência.

Temos também a mania de mal-dizer o outro de nosso Amor, aquele com quem o nosso ser amado está ao invés de estar conosco: pois digo que deixemos de fazer isto. Se é isso que se escolheu, deve-se respeitar o livre arbítrio alheio; talvez sejam os valores e situações que o amado curta de verdade.

Que se regozije por ter encontrado aquilo que de fato lhe satisfaz. Neste movimento, enchemo-nos os pulmões de amor oriundo deste regozijo, banhado por compaixão pelos laços terem acontecido e partido, certos de que somos todos Um na equanimidade do Amor. E que sabemos tão pouco sobre Ele, o Amor, com quem tanto aprendemos a Ser, deixando de lado o aspecto infantil e primitivo para aprender a verdadeiramente Amar como adultos e humanos, em busca do Übermensch.

Amor é a reunião do amor de um, com o amor de outro e a soma em um Todo maior que as partes.

É lógico que tudo isto é fácil de pensar, difícil de sentir e muito mais complicado de se exercer.

Mas é isto que viemos trabalhar aqui, aprender a Amar de verdade.

Na escola do Amor,

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sobre como lidar com a velhice e a morte

É necessário trabalhar a relação com os entes queridos mais velhos com amor e desapego

Eles partirão.

Por isso, não cultive nada além de um imenso amor e agradecimento por tudo que lhes foi possibilitado ser vivido.

Saboreie cada olhar, cada toque, cada palavra, cada gesto, cada troca.

É o que eu faço com meu 'Opa' ('vô' em alemão) toda vez que estou com ele.

Ao mesmo tempo, vou me preparando para a minha própria velhice e morte.

Com o tempo, virão outras variáveis, como os filhos, netos, ou não, apenas doenças e dores.

Mas é bom já ir se abrindo para o inevitável para encarar tudo com dignidade e assim transcender a dor, o sofrimento e ser soberano de sua existência.

Apenas o Amor pode realizar isto: esta abertura que a tudo conquista, inclusive a eternidade.

Uma qualidade tranquila de entendimento daquilo que tem que ser vivido e a força para que seja vivido da melhor maneira. É explorar o todo potencial dos limites impostos pelo Ser, esse é o amor que nos guia, que nos conduz para o além-morrer.

É Luz que nos esclarece que o contrário de morte não é vida, é nascimento. Esse é o amor, o ciclo do eterno viver.

No Amor,