Mesmo sendo vazio
Mesmo sendo impermanente
Mesmo sendo assim, mesmo no desapego, mesmo assim e apesar disso, amar.
Na incondicionalidade de toda entrega, que constrói valor,
Mesmo sendo vazio
Mesmo sendo impermanente
Mesmo sendo assim, mesmo no desapego, mesmo assim e apesar disso, amar.
Na incondicionalidade de toda entrega, que constrói valor,
No mesmo lugar
Uma outra pessoa a olhar
A mesma situação
Questionando a emoção
É isto estar vivo?
Melhor ao fluxo se entregar
sem ser tão incisivo
Se relacionar sem apego, na totalidade amar.
No sentido que só faz o que se quer,
Pai-Mãe,
Quando você morrer,
morre em mim o filho.
Acaba o espaço lúdico, o refúgio da criança,
e começa o tempo hos me, o tempo de espera - suspensão ao fim, "adultez" sem cura ou volta.
Menino, antes de dar adeus ao mundo,
quero ainda rir de montão,
estarmos juntos, trocar carinhos,
confidências, olhares, sorrisos.
Momentos inesquecíveis
Que farão minha velhice
- mais feliz
e minhas lembranças
- mais saudosas
Prefiro a dor de tê-las
e ter que delas desapegar
do que a dor de me apegar
à cobranças e lamentos.
Quero, ao morrer, dizer SIM! à minha vida.
Quero renascer livre e amante a todo momento.
E isto só poder ser feito com Amor, construído a cada instante e interação - confirmando-se e à potência.
Só o forte consegue dar sentido a si em meio ao vazio, exercendo a sabedoria da priorização, superando o nada através do Amor, escolhendo conscientemente os momentos a serem eternizados - diluídos ao final, como lágrimas na chuva.
Quero me entregar a este fluxo continuum com toda fé, ser Amor fati - fazer o que tem que ser feito, Amar fazer o que tem que ser feito, saber e escolher sorridentemente o que tem que ser feito.
No momento da ressurreição, nascimento da força transcendental do Amor,
Na ânsia e pressa em controlarmos tudo e termos a posse da felicidade afastamo-nos de nossa alegria interior, verdadeira fonte, Amor na essência.
Na alegre semente que distribui os frutos da felicidade,
O Amor enxerga a ordem do caos e assim beleza em tudo, não tem a ânsia de construir um belo deformado (a qualquer custo), à imagem e semelhança da origem e, portanto, sempre ansiosa desta – tanto de obtê-la em futuro próximo, quanto de recuperá-la em um passado distante.
É na eternidade do momento, no aqui e agora sem forma, sem conceito, apenas vivência que somos - seres eternos em nós mesmos, criadores de nossa prisão nas memórias do passado e esperanças do futuro, libertadores do presente apenas através do Amor, janela de possibilidades em um sem fim de escolhas -, que a beleza se ordena em um ciclo constante e alternante de (des)ordenação e (des)construção. A beleza se ordena para no instante seguinte se modificar e tomar a forma de outra beleza.
Nunca conseguiremos apreender este momento e quanto mais o tentamos, menos o vivemos.
Quando nos abrirmos para esta experiência, convergiremos a beleza do passado, do futuro e de todos os presentes, contemplando a beleza do caos, agora ordenado por um entendimento e compreensão supraracionais, o conhecimento sublime e transcendental do Amor que tudo abarca, tudo une e tudo organiza.
Desapegar para interagir, isto é Amor.
Na abertura do espaço-tempo, conhecimento do Eterno,