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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amor, ciclo-em-si

Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.

Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.

E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer. 

Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.

Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor contra o pecado original

Na releitura amorosa do jardim do Éden, Adão e Eva são Yin&Yang, jardineiros tântricos que cuidam deste paraíso interior no qual a serpente Kundalini - força vital da sabedoria primordial - ascende.

O pecado original é nos alimentarmos dela antes desta ascender e se tornar sabedoria transcendental, alimento sustentável.

Saber se cultivar é transcender e ter a certeza de uma colheita abundante, onde nenhum fruto é proibido.

No tantra do jardineiro, cultivo do Ser, fruto do Amor,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

No cultivo da semente do Amor

Não se deve depender de fatores externos para se cultivar, colher, distribuir e desfrutar do Amor.

Não importam as estações, nada mudou se você escolheu o campo fértil e certo - estufa o peito, abre espaço e no silêncio companheiro e calor aconchego de seu coração, cultive a semente que a tudo resiste e só lhe espera despertar para si para juntos crescerem.

Sim, aí sim pode-se afirmar o viver junto e compartilhar, porque tem-se o que dar e não se necessita receber, atua-se sem carência no desejo, dando asas à vontade e força ao verdadeiro poder - o Amor.

Na semente do Amor que pode acabar com a fome do mundo,

quinta-feira, 12 de março de 2009

A flor do Amor

É magia, mistério, mutação - é o singelo desabrochar da mente-coração.

Raiz na lama, no caos, no drama.

Caule com espinho forte, flexível, fiel ao caminho de nossa própria sorte.

Botão frágil, suscetível à fala.

Desabrochar que cala, emudece, preenche, transborda, esquece - renasce e vive a eternidade da beleza de sermos um só: a beleza da flor e do contemplar; o lábio de um, da boca o par.

Semear e (es)colher, regar e podar; plantar da semente à semente, cuidar é amar o ciclo da vida sem sofrer - entender e contemplar para o melhor desfrutar.

No Amor,