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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Amor e os limites da simples razão

A felicidade virá no exercício do melhor de cada um, da ação virtuosa desse grande coração que sustenta as nossas mentes.

Amor que confirma e expande os simples limites da razão.

Na ponte para a ETERNa felicIDADE,

Amor, princípio da auto-organização

O Amor não morre, renova-se no sorriso que encanta e convida a novos olhares e experiências; o Amor abre a janela da alma e expande o céu estrelado acima, consolidando a enteléquia em mim.

Na Lei Moral,

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dignidade, Amor e Respeito

Dignidade é o resultado da equação do valor absoluto que se detêm pela humanidade que nos habita e do valor relativo que criamos pelas ações que exercemos. Somos dignos na medida da humanidade de nossas ações.

Todavia, mesmo quem não tem dignidade relativa à suas ações, tem em si ainda uma dignidade inalienável, a humanidade que jaz no coração de cada um e pulsa por consciência a ascender à razão.

Basta dar respeito que o Amor emerge como pura intenção a cultivar a dignidade de nossa ação.

No esclarecimento do caminho da mente-coração,

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O Amor de Søren, Friedrich e Arthur



Como me foi solicitado por uma amiga, registrarei no texto a seguir concordâncias e diferenças entre Kierkegaard, Nietzsche e Schopenhauer a partir de sua concepção de Amor e de como se apresenta sua filosofia.  

A abordagem adotada como caminho para minha narrativa se justifica por duas margens: por um lado, o Amor é tema de pesquisa deste que vos escreve e, portanto, digno de ser trazido ao diálogo que este texto empreende; por outro lado, filosofia é precisamente o amor à sabedoria, o que reforça a abordagem do amor e esclarece que é a partir do entendimento que o Amor busca, que se estabelece todo pensamento que busca ser sabedoria – é neste empreendimento que a sabedoria se afirma. 

Apresentarei cada um dos filósofos isoladamente, em ordem cronológica, introduzindo com a biografia e apresentando os principais temas e inspirações em tópicos e costurados com texto. Finalmente, pontuo os temas mencionados ressaltando pontos em comum e distinção de pontos de vista. 

Comecemos por Arthur Schopenhauer, um dos primeiros leitores de textos orientais, como os Upanishads. Como contemporâneo das primeiras traduções para o latim, foi o principal introdutor da filosofia oriental hindu e budista na metafísica europeia. Um bom exemplo deste diálogo está registrado na sua obra prima “O mundo como vontade e representação”. Nascido em Danzig, no dia 22 de fevereiro de 1788 e falecido em Frankfurt, 21 de setembro de 1860, Schopenhauer viveu 72 anos no entendimento que o amor seria uma cilada biológica e que somos perpassados por algo maior que nós, por uma Vontade que representamos individualmente. 

Bebe diretamente da fonte do idealismo transcendental, Kant, afirmando que todo o mundo é representação, um grande fenômeno da vontade noumênica, mas rompe com este no que tange ao alcance da coisa-em-si. Se para Kant o noumeno é impossível de se conhecer, para Schopenhauer, ao tomar consciência de si em nível radical, o homem se vivencia como um ser movido por aspirações e paixões, que constituem a unidade da vontade, compreendida como o princípio norteador da vida humana e que perpassa a todos, não tendo em si individualidade, que se encontra justamente nas representações. O impulso do desejo não se dá de forma consciente: ele, ao contrário, se desdobra desde o inorgânico até o homem, que deseja sua preservação. 

É o neocortex justificando moralmente os impulsos do sistema R, sendo mediado pelo cérebro mediano, onde se encontram as emoções, a estética humana, nosso ânimo. A consciência humana seria uma mera superfície, tendendo a encobrir, ao conferir causalidade a seus atos e ao próprio mundo, a irracionalidade inerente à vontade. Nietzsche dirá anos depois que “consciência é rede” e que o pensamento representa o que há de menor de todo processo mental, antecipando assim toda psicologia. 

Para Schopenhauer, parece que tudo se baseia em aceitar o sofrimento que a vontade traz ao buscar saciar-se com todas as representações, alimentando-se de ilusão, e buscar a cessação do sofrimento superando-se pela arte, pela moral enquanto superação do egoísmo através da compaixão e pela suspensão da vontade de viver, indo radicalmente além da individualidade, sendo a ascese entendida enquanto eudaimonia espiritual – conceitos trazidos do budismo.

Nascido em Søren Kierkegaard é o próximo. E o mais religioso dos três filósofos – o único teólogo. Nascido em Copenhague em 5 de maio de 1813 e falecido na mesma cidade em 11 de novembro de 1855, Kierkegaard, tem sua obra marcada por sua biografia. Como Fernando Pessoa, escreve por pseudônimos. E os coloca para refutar e gerar reflexão no diálogo, tal qual Platão o fez com Sócrates, deixando o leitor responsável por criar seu próprio entendimento, seu próprio Kierkegaard. 

Sobre o Amor, escreve a importante “As obras do Amor”, na qual afirma ser o amor o cumprimento pleno da lei, sendo esta uma multidão inesgotável de prescrições, forçando-nos a focar no que é decisivo: a exigência do Amor - que é dupla, exigência de interioridade, coerência/consistência, e exigência de perseverança/persistência. Interioridade para Kierkegaard consiste em amar a si mesmo sendo amar a Deus. Ou seja, a coerência é uma coerência alinhada a algo transcendente e que leva à superação da ilusão de si que é nossa manifestação no interior da temporalidade da eternidade, o que nos convida a repensar nossa noção de persistência perante a eternidade – ou, o eterno devir, como queiram. 

Tudo isto evidencia como a proximidade da cultura cristã trazida pelo pai influenciou sobremaneira sua filosofia, conhecida como existencialismo cristão – o que o coloca alinhado, mas ao mesmo tempo oposto a Nietzsche e seu proto-existencialismo e a Sartre e o existencialismo francês, ambos de abordagem ateísta.
Vós, soberana do meu coração, guardada na profundeza secreta do meu peito, na plenitude do meu pensamento, ali [...] divindade desconhecida! Ó, posso eu realmente acreditar nas palavras dos poetas, que quando se vê pela primeira vez o objeto do seu amor, imagina já tê-la visto há muito tempo, que todo o amor assim como todo o conhecimento é lembrança, que o amor tem também as suas profecias dentro do indivíduo. —Kierkegaard

Neste escrito motivado pelo amor por sua então noiva, Kierkegaard equipara o amor ao conhecimento sendo ambos lembrança. A plenitude do pensamento claramente é uma divindade desconhecida soberana do coração. Há de se estar entusiasmado, cheio de Deus para se pensar plenamente, pois o amor é a soma do mandamento, como Kierkegaard cita São Paulo, o que remete ao ânimo sublime que expande a razão à moral em Kant. 

Há uma lei como referência, um arquétipo a projetar a razão prática e a representação da lei enquanto um imperativo categórico, mas somente alcançaremos tal dimensão se o ânimo for elevado pelo sublime que gera respeito pela lei e se houver três postulados da razão: Deus, o mundo e a imortalidade da alma. Kierkegaard nem postula Deus, o toma pra si e o assume, mesmo em meio aos questionamentos. O mundo é a representação da ideia do Todo e atende Schopenhauer e Nietzsche se assim o quisermos. É na imortalidade da alma que podemos ler diferenças, já que em Schopenhauer a individualidade é uma ilusão, mas também caminhos de convergência: é a imortalidade da alma que garante em Kant o progresso contínuo. E é nela que também há um caminho para se pensar o eterno retorno.

Para encerrar, matando Deus e solando o espírito, Nietzsche. Nascido em Röcken, 15 de outubro de 1844 e falecido em Weimar, 25 de agosto de 1900, Nietzsche foi um errante. Sua filosofia representava sua mobilidade forçada pela busca por paisagens e climas que favorecessem sua saúde em franca debilitação após servir como voluntário e médico na guerra franco-prussiana. Se o abalo psicológico teve impacto na perda de voz não se pode afirmar, mas de certo é interessante que o proto-existencialista nos chegue fortemente como póstumo: como se a voz dele não fosse audível para a época e ecoasse somente hoje. 

Logo hoje, onde as pessoas o lêem como afirmação do ego, da individualidade, arvorando-se super-homens, quando na verdade ele propõe o além homem, o indivíduo que em si foi além do bem e do mal, superou-se e ao nada e, livre do ego e do não-ego, individuado poder-se-ia afirmar, afirma-se enquanto a sua vontade. Eis uma humanidade forte, de indivíduos que agregam valor com sua existência. Sua voz emerge tal qual o ego emerge [do] (in)consciente e se busca compreender, não é dado – é para heróis da tragédia, não para a mediocridade humana presente no drama das vítimas de si mesmo ou na comédia dos cheios de si. 

Em sua concepção de Amor Fati, a aceitação do destino para neste afirmar-se, Nietzsche introduz o conceito de eterno retorno, que em uma leitura particular se torna um operador lógico que conscientiza o querer para afirmar-se no instante: essa vida tornará a se repetir sempre e mais uma vez, portanto, me questiono se quero mesmo este momento, como ele é e como estou me exercendo. Esta reflexão leva a um poder de criação e afirmação de seus próprios valores, superando o niilismo, o nada que fica após a superação do dualismo do bem e do mal. Nietzsche nasce tal qual uma tragédia e tem seu crepúsculo com os ídolos que ele mesmo ajudou a matar, só para afirmar que Ecce Homo (eis o homem) capaz de amar seu destino.

Após analisar estes três autores, reforço meu entendimento de que precisamos aprender a amar, pois todo o restante nos será dado e fluirá pelo respeito na troca com o todo que nos cerca. Talvez falte-nos apenas, como diria Schiller, uma educação estética da humanidade, tema que perpassa a todos os três autores. A arte em Schopenhauer é uma bela representação que aproxima a vontade. Em Kierkegaard, a lei é o esboço do Amor, que a incorpora. Em Nietzsche, a arte transfigura a desordem do mundo em beleza e faz aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida, é liberdade plena de afirmar sua vontade e criar seu valor. 

E quem sabe então, descobriremos que o sujeito racional kantiano é mais do que alcançam os entendimentos moralistas – e seus detratores – até então. Com uma vontade que é representada a partir de um imperativo que se dá, portanto, se cria enquanto valor a ser universalizado, baseia-se em um modelo, uma lei, que também se imagina e que em Kant está inscrita nas profundezas do coração da qual emana a intenção e, portanto, toda hierarquia do pensamento e que é impulsionada pelo ânimo sublime que (e)leva a razão à lei. 

Com esta leitura invertida de um Kant do devir, da passagem do puro para o prático e destes para o empírico-político, que estrutura criticamente a razão e a prática da razão para legar ao belo e ao sublime a faculdade do juízo, consegue-se ler a vontade e sua representação no mundo de Arthur, a relação amor-lei, o esboço de Soren e a afirmação da vontade enquanto poder da existência do Friedrich. Uma filosofia onde o sublime da lei, divina ou racional, cria uma moral que o belo que emerge da vontade busca afirmar. 

Enquanto a obra de Kierkegaard foca na prioridade da realidade humana concreta em relação ao pensamento abstrato, dando ênfase à importância da escolha e compromisso pessoal, na vertente psicológica explora as emoções e sentimentos dos indivíduos quando confrontados com as escolhas que a vida oferece. Schopenhauer crê na necessidade da aceitação enquanto entrega para superação do sofrimento. Nietzsche propõe a aceitação enquanto possibilidade de afirmação de seus valores, superando-se enquanto vontade, apropriando-se desta sem julgá-la boa ou má; no subtítulo de seu último texto publicado, afirma-se psicólogo. 

Cronologicamente, Arthur apresenta o amor enquanto um artefato biológico, um dispositivo de captura; Kierkegaard como um modelo divino de conhecimento, linguagem e estrutura de conexão e Nietzsche ora como armadilha para o conhecimento – ver as coisas como não são quando se está amando – ora como possibilidade para se criar seu valor na afirmação do devir.

Toda sabedoria parece basear-se portanto em esclarecer o Amor, pois o Amor ama a sabedoria por esta lhe fazer mais potente. E esta faz mais potente, porque se quer por inteiro e se afirma na sua vontade. 

E para esclarecer o Amor, deve-se perguntar: Que posso saber sobre este Amor? Que devo fazer para respeitar as partes e o acordo? Que me é dado esperar se eu amar e respeitar individual e coletivamente? O que eu sou e o que torno a humanidade ao agir desta maneira? Que valores represento? Quem/O que se afirma quando represento estes valores?

Múltiplas abordagens, uma questão: o ser e suas relações – para além da razão e das emoções.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Amor, ponto de convergência que é Ser

Amor é sabedoria metafísica-transcendental do corpo, sabedoria primordial da alma; âncora e asas, Razão e Sensibilidade de nosso Ser, empreendimento em expansão através do conhecimento emergido pela consciência.

Amor é auto-crítica da Razão; pura prática.

Na pureza da intenção,

domingo, 29 de setembro de 2013

Aude sapere et semper fidelis Amor

Se os Amores são cada vez mais líquidos, só nos resta pedir mais uma dose e brindar a Eros, cosmificador do caos, que por tortas linhas tece a eternidade, atualizando a cada ciclo de con-fiança o significado de respeito, honra, comprometimento, lealdade e fidelidade.

Mais do que perguntar se é possível ser fiel nos tempos líquidos de uma sociedade tão altamente fragmentada quanto conectada dos dias de hoje, é se perguntar sobre ao que se quer - pode e até deve ser fiel.

Ao desejo, este volátil combustível do Ser?

A uma idéia, frágil fragmento de uma obscura totalidade desconhecida em constante "plasmificação"?

Ao Outro, este desconhecido em devir, mutante de nossas expectativas e projeções e ao qual poucos dão espaço para revelar-se em sua plenitude sem julgamento e a maioria enclausura em seus enquadramentos? Fulano, o que há contigo, não estou te reconhecendo...

A um nós que é tao construído quanto o Eu – frágil diante de tantos estímulos e obstáculos internos e externos?

Ao que então devemos ser fiéis? A valores? Valores criados por homens demasiadamente humanos e falhos e que de tempos em tempos são revistos e atualizados?

Sim, a valores, mas não estes e sim aqueles, que nos norteiam em nossa busca, que não estão fora em algum lugar paradisíaco, mas dentro de nossos corações – os valores que regem nosso destino e que nos tornam Ser em constante devir.

Sê fiel a teu destino – e flui em harmonia com o todo. Respeita a maré, considera o vento, faz do contexto teu aliado e nunca tira o foco de teu objetivo mais alto; mesmo que seja apenas uma utopia – é para isto que nos servem o sonho e a imaginação.

Ouse ser fiel a seu destino. Sempre em frente – respeitando tudo, considerando o necessário.

aude sapere et semper fidelis Amor - atreva-se a ser o amor sábio e sempre fiel

No líquido que atualizamos quando interagimos,

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Desejo Amor

Desejo vem do Latim DESIDERARE, “fixar atentamente as estrelas”, formada por DE-, prefixo intensificativo, mais SIDERARE, de SIDUS, “astro, estrela”.

Pense duas vezes naquilo que estás desejando, considerando sua expressão máxima.

O céu estrelado sobre mim ganha outro significado e nesta reflexão revelo a moral em meu coração - é uma more+all.

Desiderata (palavra latina, plural neutro de desideratus, -a, -um, particípio passado de desidero, -are, sentir a falta de, perder, desejar, esperar, procurar) s. m. 
As coisas que se desejam e ainda não existem. = ASPIRAÇÃO, DESIDERATO 

Isto ressalta bem a noção de aspirar a ação à sua expressão máxima. O desejo como meta que se aspira alcançar - não apenas como impulso; mas a consciente relação entre meta+impulsão, eis o vetor da inteligencia.

Desiderata é um termo derivado de desiderare, o que revela que aspiramos que nossa ação se eleve às estrelas - disto em uma época onde o céu era estrelado de tal maneira que nos lembrava de nossa humilde existência.

Saiba desejar seu desejo, expresse-o detalhadamente, a arte está na minúcia.

No desejo que inspira, motiva, organiza, compartilha e sustenta o Ser em Rede,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Der Sieg der Liebe, Triumph des Lebens

Der Sieg der Liebe wird nur zu einem Triumph des Lebens, wenn nach der Eroberung auch die Pflege - dieser konstante Sieg des Willens -, kommt.

Im Willen zur Macht ist nur eines von Bedeutung: wieviel man von seinen Werten - mit so vielen wie möglich - teilen kann.

Jenseits des Guten und Bösen, ohne Kritik, mit viel Vernunft,

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amor expandit mens

Sapere aude
Elater animi est
Inanitas amoris

Tradução do sentido:

Ouse saber
A mola propulsora é
A vacuidade do Amor

Derivação do sentido:

O vazio da mente é a maior ousadia do conhecimento, pois possibilita compreender tudo; não como já conhecemos, mas como se manifesta, como fenômeno de aparecimento que é e ao qual damos um valor ao conferir-lhe sentido a partir da liberdade do encontro entre sensação e intenção.

No Amor que expande o ânimo,

(tradução do título deste primeiro haikai em latim)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Da natureza livre do Amor, destaque de toda existência

Sou livre para ser o meu melhor, mas ainda assim sou obrigado a ser.

A não ser que não seja mais, mas aí não há mais questão, pois só há questão para o Ser, o não-Ser não tem referencial para o diálogo, é puro chaos não-dual.

E se ainda não sou o meu melhor, é porque ainda não compreendi a oportunidade que a vida me deu ao atualizar minha existência em meio ao sem fim de possibilidades da não-existência.

É o Amor que gera a consciência de si e possibilita atualização do chaos em cosmos.

Na obrigação que garante a minha liberdade, chaosmos que sou, destaque de toda existência,

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Amor, escolha nossa de cada inter-ação

O que se vê é o que se é; o que se quer ver é um potencial será.

Qual a máxima que se escolhe ver, que Lei se resolve adotar?

Na escolha nossa de cada interação,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Die Liebe ist der Himmel in uns

Die Liebe verknüpft Natur und Freiheit, Trieb und Feder, Prinzipien und Zwecke; aber auch die bewußte Willkür, die nach ihrem Wille ab den Gleichgewicht (zum Ziel) ausübt.

Der Wille zur Liebe sagt dann, nicht was – das kommt aus der reinen Vernunft – oder wozu – das gehört der Typik der Teleologie der praktischen Vernunft –, sondern wie, um das aus dem Verhältnis ´was und wie´ selbstverständliche wozu auszuüben und in der Tat realizieren; nur durch das authentische wie, das sich das was und wozu als Standpunkte der einwandfreien und natürlichen Entwicklung als Maße nimmt, schafft man das transzendentale Imanente zu verwirklichen – und so nicht nur die Moral zu gestalten, aber auch ausüben.
In der tiefsten Nacht, wo die Sonne ihren schönsten Morgengrauen schafft, dass eigentlich Morgenbunt heißen sollte,

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Amor, ao sublime e além





















Só
no rochedo
acima do mar
contemplo

o tempo
que bate no meu peito
espuma o espaço (da saudade)
no compasso da espera

Não sei se tua nau
vai ou vem
a distância imposta
por ti e pela vida

é a mesma
que outrora
estavas disposta
a transpormos juntos

daqui debaixo,
sonho tão alto
minhas raízes criam asas
que nutrem o sonho de nós dois

onde gestamos um ao outro
na forjadura de um novo ser

Ali, no rochedo, acima do oceano do sofrimento, onde sonhastes nosso ninho de Amor, eu lhe espero pelo instante da eternidade,

domingo, 23 de setembro de 2012

Amor, vetor evolutivo

Amor é o conceito que se atribui ao furo evolutivo, quando o excesso de sensações converge a um novo patamar ainda inominado pela razão, expandida pela força do encontro de tantas emoções a serem compreendidas e transformadas em ato de engrandecimento do Ser.

No bom encontro de almas e de potências, afetos que aumentam a potência do Ser e lhe conferem a vontade de poder realizar a si e ao seu mundo,

sábado, 15 de setembro de 2012

Das ASAS do Amor

Amor é a
Sublime
Atualização do
Ser.

Naquilo que bate, não fere e ainda eleva,

Sublime atualizar do Amor

Sublime é meu sentimento por ti
rochedo, relâmpagos, vulcões
fúria titânica
que me devasta e reconstrói

por inteiro

tempestade que se manifesta
na transição das brisas
do entra-e-sai
da transpiração de cada pensamento

só, em ti

me perco
me encontro
me jogo

te escolho

Na coragem e ousadia, destemida poção do Amor, atualização do Ser,

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Amor, sublime canalização

És relâmpago no horizonte.
És trovão no abismo.
No pico, és entrega plena
na depressão, o que vale
Cultivar
é a vida,
uma escolha
sempre de Amor.
No momento eternidade, destino de cada instante,

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O reencontro do Amor divino Amor

Teu é o nome que ecoa em minha caverna.
Meu é o despertar de um sonho profundo - precipito-me à cidade, subo ao altar, lanço-me ao mar.
Teu é o cais do porto - seguro meu horizonte com a fita de meu olhar laço a esperança de no infinito lhe encontrar.
Teu é o vento que infla minhas velas.
Teu é o vai-e-vem do mar de minhas emoções.

Teu sempre será todo meu coração.

Onde estás tu, Ser amado?

Por que me deixastes te procurando, seguindo tua voz, se te encontravas sempre comigo ecoando na caverna de meu coração, sendo bússola e ímã, princípio sem fim - és a busca, o buscado e o buscador.

Cessa em mim essa busca e dor e dá-me o prazer do reencontro e Amor.

Que tolo que sou. Peço-lhe o que somente eu posso conquistar: a serenidade de conhecer, apreciar e contemplar que somos todos um, tu e eu, eu e tu, um nós sem nós, um fluir por entre pontos - de vistas enriquecidas pela tua presença, essa rede que sustenta toda manifestação, que nada mais sou que eu mesmo lançado ao infinito e reconhecido na potência da interação.

Por ti e através de ti, me reencontrei.

No ocaso do destino, o acaso de nosso livre árbitro, determinação de nossa vontade, pura razão prática,

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Urliebe kennt keine Zwei, alles ist nur Eins


Ur teils Kraft
Teils Licht

Ur teil
Nicht ein ganzes Leben
In zwei

Ich gebe dir ein H-orizont
Und du gibst mir Zeit

Uhr teile
Ewigkeit
in ewige Einsamkeit

Lasse mir dennoch Platz
mich wiedererkennen als mein Schatz

Die Quelle aller Lösungen
Die Herkunft aller Probleme
Die Wertung aller Werte

Die Existenz von allem was ich bin

Im Erkenntnis des Unsterblichen in uns,

domingo, 15 de julho de 2012

Só o Amor (re)constrói um sentido

Interessante observar como a alma fica mais carente quando o corpo inspira mais cuidados; fragilizamo-nos por inteiro e encontramos assim a (nossa) inseparatibilidade fenomênica entre sujeito e objeto; consequentemente a possibilidade de superação através da organização supra-sensível de abordagem holística e integral, compreendendo e, portanto, transformando a enteléquia do Ser, reorganizando e realinhando os fragmentos e suas singularidades para conceber um novo Todo, mais forte e mais completo, já que "o que não me mata, me fortalece" e confere um novo sentido a mim, ao Todo e as relações.

Pensamentos e devaneios em meio a um trânsito de Netuno aspectando meu Saturno natal e uma "coincidente" crise de coluna que me mantém em 'prisão domiciliar' há mais de uma semana, repensando formas e estruturas (mesmo antes de saber se tratar deste trânsito).

Na boa cia. de Kant, Nietzsche, Arroyo, Gracian, Sêneca e Morimando.

Com carinho à minha mãe que tem lambido a cria com dó da dor que figurava em meu semblante e ao Petit Gateau, inseparável filho felino e companheiro.

No Amor, projeto do Todo, processo de juntar os cacos em um belo mosaico,