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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amor, fluxo da sabedoria

Ansiamos por permanência exatamente por ignorarmos a fluidez e o fluxo da vida, ignorando a impermanência - desta ignorância primordial que tem em si também a incompreensão da vacuidade do ego é que surge o desejo e deste o apego e a aversão que por sua vez dão origem aos demais venenos da mente.

Amor é o fluxo que perpassa, une e iguala amante e amado - não mais princípios, não mais fins em si, mas meios de realizar a nova e eterna realidade contínua do Amor, princípio da ordem, progresso como fim.

No fluxo positivista do saber, conhecimento que a tudo move, sustenta e eterniza,

segunda-feira, 15 de março de 2010

O domínio do Amor

Nos domínios do Amor reina a Força da Luz, clareza onisciente que nos conduz à ataraxia e que nos direciona ao entendimento de nossa hierarquia de valores e co-relação de forças, tudo aquilo que nos molda e compõe nosso Estar passageiro e mutável em meio ao nosso Ser eterno e imutável.

Esta clareza onipotente nos possibilita tomar conhecimento de nós mesmos inclusive através de nossos próprios venenos: corta os véus da ignorância para entendermos que temos em nós todas as curas e forças, porque se fomos capazes de gerar emoção ou situação de tamanha envergadura e avassaladora força, é porque somos feitos de força e envergadura igual ou superior.

Re-pousar no Amor é ter a tranquilidade de lidar com tudo na certeza de que fazemos parte do Todo e que tudo vem na hora e no momento certo para crescermos ainda mais.

Domando o cavalo selvagem, a força das paixões, para lhe dar direção e sermos uno,

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Porque é de nossa natureza amar - a Lenda do Monge e do Escorpião

Recebi essa lenda de uma amiga enquanto ouvia o CD sobre Amor, da Lama Tsering Everest - lama residente do Odsal Ling de São Paulo - que tem uma fabulosa coleção de CD´s com explicações sobre diversos temas, entre os quais vale ressaltar este do 'Amor', o 'Superando a Solidão' e 'Generosidade traz Prosperidade', bem como a abordagem dos venenos da mente e como pacificá-los.

E é ao pacificar nossa turbulência interior que acessamos nossa verdadeira natureza, sem nos deixar mais abalar por eventos externos. Quando esta força da disposição interior brota e persiste, o Amor é declarado vencedor e tornamo-nos imperturbáveis, oásis de refúgio e abrigo da eternidade. Assim surge e se mantém a verdadeira natureza, eterna.
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A Lenda do Monge e do Escorpião

"Monge e discípulos iam por um estrada e, passando por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.

Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

- Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

- "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

(Autor Desconhecido)
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O único ser na face da Terra que tem esta capacidade de não reagir, mas agir conforme sua verdadeira natureza é o Ser humano. Em um mundo onde se ressalta cada vez mais a necessidade da otimização dos recursos e exaltação dos diferenciais, estranha-me o fato de não colocarmos este grande diferencial humano em prática: Amar e cuidar.

A esta moral, agregaria o adendo de que o planejamento sempre auxilia, pois analisando-se as naturezas e conjunturas, poder-se-ia cogitar tal reação do escorpião e poder-se-ia antecipar-se a tal desdobramento.

Às vezes, simplesmente não dá tempo de planejarmos, como penso ter sido o caso desta lenda. Mais um motivo para se reforçar o amor e ficar-se firme em sua essência ao invés de abrir mão de sua natureza no primeiro obstáculo.

Quantas vezes não acontece isto em nosso cotidiano. Pensamos estar agindo com o coração, mas ao primeiro sinal de um viés, retrocedemos e nos fechamos em copas. Será que estavamos mesmo munidos das cartas certas ou jogavamos com as espadas do ego?

Quando se está ancorado 'aos princípios luminosos do coração' - como diria Mestre Céleus em texto enviado por minha querida Tia - 'que vibram o impulso que vai além da auto-satisfação' compartilhamos e manifestamos uma 'capacidade ilimitada de amar'. Como diria Rainer Maria Rilke, 'onde não havia mais caminhos, nós voamos'. Dentro deste contexto completaria dizendo que onde não havia mais caminhos, nós amamos, ancorados na solidez do coração compassivo, atingimos a liberdade eterna.

E é este o diferencial humano. Como diria Lama Tsering: "a qualidade do ser humano é de que ele pode, de verdade, aspirar, desejar e trabalhar pela felicidade alheia".

Reforcemos nosso diferencial, lapidemos nossa jóia preciosa em nosso trabalho cotidiano. Façamo-na brilhar, pois Amor se dá, não se pede ou recebe - volta naturalmente com o ciclo da vida.

No Amor,

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Amor – espiral helicoidal ascendente evolutiva


Força Eletromotriz (FÉ) da alma, o Amor é o impulso que nos faz evoluir na espiral da vida, tal qual galgando os degraus da espiral do DNA, em busca de nos tornarmos divinos-humanos. É o coletor de força através da união incondicional motivada pela visão pura que filtra os fenômenos e nos confere acesso ao númeno.

Sentimentos contrários – os chamados venenos da mente - levam à estagnação e até a involução na espiral da vida.

Amar a si próprio, sem egoísmo e egocentrismo, é o primeiro passo para acessar a sabedoria e assim a salvação, de si e do planeta: ter o planeta como meta-mor auxilia na metamorfose pessoal em busca da melhoria individual, pois serve de um estímulo a mais e nos conscientiza de nosso papel e responsabilidade como raça eleita pela razão para conduzir este planeta de maneira sustentável.

No amor,