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domingo, 24 de abril de 2011

Amor, é preciso!

Navegar é preciso, viver não é preciso - a precisão maior é o Amor.

Dizer sempre sim ao destino,
ao evento, como vier,
afirmando a direção -
no leme, a abertura do coração.

Somos operadores do destino,
não selecionamos, damos potência
e vigor ao selecionado,
confirmamos a grandeza do mundo de possibilidades.

A partir da grandeza exposta em atos,
do corpo alimentado por nossos pensamentos,
sustentado por nossa fala,
guiado por nossa mente-coração.

Somos a qualidade
da criação divina,
harmonizamos os opostos complementares,
eis nossa sina.

No sino que alerta tanto do naufrágio, quanto da aurora de um novo continente,

terça-feira, 24 de junho de 2008

Amor em Pessoa, Fernando

O Amor Quando se Revela - Fernando Pessoa

O amor quando se revela,
Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p'ra ela, Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente... Cala: parece esquecer...

Ah! Mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar...

No amor,