Mostrando postagens com marcador latim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador latim. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de setembro de 2013

Aude sapere et semper fidelis Amor

Se os Amores são cada vez mais líquidos, só nos resta pedir mais uma dose e brindar a Eros, cosmificador do caos, que por tortas linhas tece a eternidade, atualizando a cada ciclo de con-fiança o significado de respeito, honra, comprometimento, lealdade e fidelidade.

Mais do que perguntar se é possível ser fiel nos tempos líquidos de uma sociedade tão altamente fragmentada quanto conectada dos dias de hoje, é se perguntar sobre ao que se quer - pode e até deve ser fiel.

Ao desejo, este volátil combustível do Ser?

A uma idéia, frágil fragmento de uma obscura totalidade desconhecida em constante "plasmificação"?

Ao Outro, este desconhecido em devir, mutante de nossas expectativas e projeções e ao qual poucos dão espaço para revelar-se em sua plenitude sem julgamento e a maioria enclausura em seus enquadramentos? Fulano, o que há contigo, não estou te reconhecendo...

A um nós que é tao construído quanto o Eu – frágil diante de tantos estímulos e obstáculos internos e externos?

Ao que então devemos ser fiéis? A valores? Valores criados por homens demasiadamente humanos e falhos e que de tempos em tempos são revistos e atualizados?

Sim, a valores, mas não estes e sim aqueles, que nos norteiam em nossa busca, que não estão fora em algum lugar paradisíaco, mas dentro de nossos corações – os valores que regem nosso destino e que nos tornam Ser em constante devir.

Sê fiel a teu destino – e flui em harmonia com o todo. Respeita a maré, considera o vento, faz do contexto teu aliado e nunca tira o foco de teu objetivo mais alto; mesmo que seja apenas uma utopia – é para isto que nos servem o sonho e a imaginação.

Ouse ser fiel a seu destino. Sempre em frente – respeitando tudo, considerando o necessário.

aude sapere et semper fidelis Amor - atreva-se a ser o amor sábio e sempre fiel

No líquido que atualizamos quando interagimos,

sexta-feira, 8 de março de 2013

A sagrada gestão do Amor




Eis o sagrado, a gestão do Amor; este ato de não perder tempo, mas de conquistar e qualificar o espaço: este vazio que ressalta a singularidade de cada ato , que mesmo cíclico, é eternamente único.

Este vazio que tudo contem e cuja vontade canaliza através de nossas escolhas - o que cultivar? Tudo é cultura, tudo é afirmação de valor.

O hiato só reforça a sentença. O vazio só reverbera o som. O espaço só enobrece o objeto.

A reflexão moraliza a ação. E torna tudo belo.

Quando Schiller fala da educação estética da humanidade isto poderia ser metodologia diária. A arte de criar belas as vontades.

Arte, ars em latim, é técnica. E essa técnica empregada, de contemplar o externo, de abrir-se para a troca, independente do contexto, enobrece-nos por nos dar espaço para que possamos compreender - e assim transformar - nosso contorno, conscientizando-nos de nossa dimensão - concomitantemente finita e eterna -, lapidando-nos a imagem e semelhança de nossos exemplos, representantes dos valores absolutos - eis a importância da estruturação do Todo que define e enquadra a visão que temos do mundo (Weltanschauung).

Como queremos compreender a nossa realidade. Qual o framing para o meu big picture? Como está minha mente? Qual minha (pré) disposição?

Na confissão de si mesmo,

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Amor expandit mens

Sapere aude
Elater animi est
Inanitas amoris

Tradução do sentido:

Ouse saber
A mola propulsora é
A vacuidade do Amor

Derivação do sentido:

O vazio da mente é a maior ousadia do conhecimento, pois possibilita compreender tudo; não como já conhecemos, mas como se manifesta, como fenômeno de aparecimento que é e ao qual damos um valor ao conferir-lhe sentido a partir da liberdade do encontro entre sensação e intenção.

No Amor que expande o ânimo,

(tradução do título deste primeiro haikai em latim)