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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Amor inesquecível

Guardar uma rosa com carinho
É guardar-lhe o aroma na mente
E no coração, o espinho.

Na imagem que nunca desbota, enruga ou envelhece, pura visão de nosso Ser em união,

domingo, 8 de maio de 2011

Quando tudo se desmancha, começa o Amor


ama a flor porque se desmancha
por seu cheiro, aroma de desejo
impermanência da forma
cor, aroma.

desmancha a flor
por seu espinho
chora seu tempo
sua dor

por que a flor desmancha
por seu manuseio
pelo vento do devir
mágica que encanta e voa

a flor ama porque se desmancha
pétala por pétala
véu por véu
somos ambos o mesmo céu

Na ação que emerge natural do encontro da vacuidade com a forma, unidade que se impera em nós,

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A dor do espinho não sufoca o grito de Amor

A vida, tão bela e aromada,
não entende porque insisto,
em espetar-me nos espinhos,
daquela que não quer ser por mim cuidada.

Esta flor tão bela quanto meu mais feliz sonho,
abismo medonho
da realidade fragmento
só não pode esquecer que sou-lhe todo a cada momento.

Nem disto,
nem dos carinhos
e do caminho rumo ao norte que prometemos juntos percorrer.
No silêncio dos passos, pelos caminhos da vida, ei de amá-la até morrer.

Guardo por ti em meu peito,
um carinho singelo, do meu jeito
uma vontade de felicidade
que só espera a oportunidade

De sermos um e não dois,
de sermos para sempre felizes
sem deslizes
sem deixar para depois.

No desabrochar do sentimento puro, aroma de vida que eclode a todo instante, lapso no passado, incógnita do futuro, ausência que se faz e completa o presente,

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor, desabrochar da unidade

Sábio Drummond já dizia: "entre a raiz e a flor há o tempo", mas não esqueça que há também espinhos e espaços, aroma e abraços.

Dois lados formam um Todo e estes uma tríade e na tríade se funda a unidade.

Nas 3 esferas do Amor - passado-presente-futuro, corpo-fala-mente, eu-nós-outro, eros-ágape-philia - Amor fati em essência,

sábado, 19 de dezembro de 2009

Amor, o eterno retorno daquele que nunca foi, mas é e sempre será, Amor

O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou.
O filósofo se entreteu, amou e não postou.
E eu, no meio disso tudo, amadureci, colhi os frutos do Amor,
entreguei quase todas, mas fiquei com uma flor.

E de sua semente cuido e rego,
contemplo amorosamente o definhar de meu ego.

Se for só atração,
cessará logo a paixão.
Se for de verdade o gostar e o querer bem,
mais à frente nos encontraremos e a felicidade a dois, juntos, também.

Aí será o desabrochar do Amor,
que venceu do caule a ascese,
os espinhos e a dor.

No Amor que tudo vence, minha vida, minha tese

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A flor do Amor


Raiz, caule, espinho, folha, pólen, pétala e fragrância.

Mel das abelhas a cada florada.

Luz do sorriso a cada amanhecer.

A cada gesto, a fala ao coração.

Na delicadeza do Amor,